Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,67 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 154,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,56 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,14 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,25 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,27 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,51 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 144,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 124,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.544,33 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 157,15 / cx
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OMC

Acordo de livre comércio UE-Mercosul poderá impulsionar as economias dos dois blocos

Em setembro, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, José Serra, disse que o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a UE deve ser concluído no período de um ano e meio a dois anos

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Acordo de livre comércio UE-Mercosul poderá impulsionar as economias dos dois blocos

As negociações para um acordo de livre comércio entre a União Europeia (UE) e o Mercosul são complexas, mas o acordo pode futuramente trazer um impulso para a economia dos dois blocos, disse à Lusa o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevedo. “Todas as negociações comerciais são complexas, levam tempo. Essas são negociações de peso e que podem trazer impulso importante para a economia dos dois blocos”, afirmou.

Em setembro, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, José Serra, disse que o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a UE deve ser concluído no período de um ano e meio a dois anos. Ele declarou que os países do bloco estão dispostos a levar as negociações adiante, mas ainda há resistências protecionistas por parte de algumas nações europeias.

“A Espanha, a Itália, Portugal e a Suécia estão amplamente a favor e eu confio que consigam maioria para poder acelerar o processo”, afirmou Serra em setembro.

Atualmente, há outros acordos comerciais internacionais da UE que estão em fase de negociação ou mesmo de ratificação parlamentar, como é o caso do Acordo de Livre Comércio entre a União Europeia e o Canadá (conhecido como Ceta).

O Parlamento Europeu tem prevista uma votação para 17 de janeiro de 2017. Se for aprovado, o Ceta será aplicado a 95%, pois para estar plenamente em vigor é necessária a ratificação dos parlamentos dos 28 países da UE, o que poderá levar anos.

Outro exemplo é o Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP, em inglês), que ainda está sendo negociado entre os Estados Unidos e a União Europeia.

Os negociadores da UE e dos Estados Unidos iniciaram conversações em 2013 para criar a maior área de comércio livre no mundo, mas as conversações continuam difíceis.

“As negociações comerciais avançam em vários caminhos ao mesmo tempo – bilateral, regional e multilateral. Os países – e a UE como bloco – procuram as oportunidades onde quer que elas estejam. Um sistema comercial saudável deve avançar em todas as frentes ao mesmo tempo”, destacou Azevedo.

Entretanto, segundo o diretor-geral da OMC, quando iniciativas regionais tratam de temas que não são cobertos pelas regras globais, “pode-se criar um cenário em que diferentes acordos tratam do mesmo tema de maneira distinta. Isso pode dificultar e encarecer os fluxos comerciais. Essa situação faz com que avanços globais na OMC sejam cada vez mais importantes”.

“Ao mesmo tempo, vejo que iniciativas comerciais – e o comércio em si – têm sido alvo de um crescente sentimento antiglobalização”, disse.

Segundo o diretor, é preciso “comunicar melhor os benefícios do comércio”, “reconhecer e atuar nos casos em que há problemas” e “agir para fazer com que o comércio beneficie mais os pequenos também, por meio de novas reformas do sistema comercial global”.

Roberto Azevedo estará em Lisboa para a WebSummit, que será realizada entre 7 e 10 de novembro com o objetivo de discutir esses temas, inclusive como a tecnologia pode ajudar mais pessoas a ingressar nos fluxos comerciais.

“Certamente, podemos fazer mais para tornar o comércio mais inclusivo”, afirmou Azevedo.

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