Representantes das empresas conversaram com o novo presidente eleito sobre caminhos da fusão
Bayer e Monsanto recorrem a Trump

O CEO da Bayer, Werner Baumann, e o da Monsanto, Hugh Gant, se reuniram nesta quarta-feira, 11, com Donald Trump para tentar convencer o presidente eleito dos EUA sobre os benefícios da fusão entre as duas companhias.
A aquisição da Monsanto pela empresa alemã, um negócio de US$ 57 bilhões anunciado em setembro do ano passado, é uma das três grandes transações que devem remodelar a indústria global de sementes e defensivos agrícolas. As outras são a fusão da Dow Chemical com a DuPont e a compra da suíça Syngenta pela ChemChina.
A onda de consolidação no setor levou órgãos reguladores a solicitar um volume de informações muito maior sobre os negócios. A eleição de Trump também levantou questões sobre a aquisição da Monsanto pela Bayer, já que o presidente eleito vem demonstrando descontentamento com a compra de grandes empresas norte-americanas por estrangeiros.
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Embora as empresas destaquem os possíveis avanços que serão obtidos com a combinação do portfólio de pesticidas da Bayer com a tecnologia de sementes da Monsanto, alguns produtores rurais temem que a consolidação aumente o poder de mercado dos grandes players, resultando em preços mais altos.
Vários membros do comitê agrícola formado para aconselhar Trump durante a campanha estão se posicionando contra a onda de fusões no setor. Um dos membros do comitê, Bruce Rastetter, CEO do Summit Agricultural Group, de Iowa, disse que pretende abordar a questão diretamente com Trump num futuro próximo.





















