Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,58 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 154,35 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 160,90 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,84 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,18 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,44 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,33 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,28 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 133,11 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 144,04 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 124,06 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.538,31 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 155,66 / cx
Destaque Todas Páginas
BRF

BRF e Carrefour se unem à IBM para reforçar a rastreabilidade de alimentos

Empresas lançam projeto experimental em conjunto com a IBM para rastrear informações desde a produção até as prateleiras do supermercado

BRF e Carrefour se unem à IBM para reforçar a rastreabilidade de alimentos

O projeto foi desenvolvido na Garagem 11.57A fabricante de alimentos BRF e a varejista Carrefour estão implementando, em parceria com a IBM, uma tecnologia usada pela moeda virtual Bitcoin para impedir fraudes na produção e comercialização de alimentos. As empresas adotaram o Blockchain, sistema que dá segurança às transações da criptomoeda, em projeto lançado na quarta-feira, 8 de novembro.

Com o uso da tecnologia Blockchain, fraudes como as detectadas pela operação Carne Fraca, deflagrada em março deste ano pela Polícia Federal, seriam impossíveis de serem realizadas. Na ocasião, a operação descobriu diversas irregularidades praticadas por frigoríficos, entre elas a adulteração dos prazos de validade de alimentos e o uso de insumos proibidos em embutidos.

Já está disponível nas prateleiras do Carrefour o lombo congelado da Sadia que usa Blockchain para obter informações sobre o alimento. Na embalagem, um QR Code permite que o consumidor cheque a fábrica de origem daquele produto, datas de produção, embalamento e transporte, além da sua validade. Qualquer irregularidade na fabricação ou na distribuição poderá ser detectada pelo cliente.

O projeto, em fase de testes, servirá para as companhias aperfeiçoarem os sistemas e confirmarem a viabilidade financeira da iniciativa. Só que, mais importante do que a informação que chega ao cliente, são os novos controles que podem ser feitos pelas empresas. A tecnologia de Blockchain, que é complexa, tem um objetivo simples: impedir fraudes.

O Blockchain transforma informações em fragmentos digitais (os chamados blocos) que são distribuídos por diferentes servidores por meio da internet. Caso alguém consiga quebrar a criptografia de um desses servidores e altere a informação – uma data de validade, por exemplo -, os outros servidores que receberam as demais partes da informação acusam a adulteração.

Assim, as empresas podem, por meio de controles automatizados, fazer diversas inspeções durante o processo de fabricação e registrar essas informações digitalmente. Quando o produto é finalizado, uma série de certificações garante a procedência e a qualidade.

Na primeira etapa desse projeto, fará parte do controle o processo de fabricação, desde a chegada da matéria-prima às fábricas da BRF, até o momento em que o produto é colocado na prateleira do Carrefour. Um dos problemas que pode acontecer nesse processo, por exemplo, é o caminhão do transporte ter um problema de refrigeração e perder a temperatura de armazenagem. Por meio do uso da lógica de Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês), os sensores automaticamente alertam os responsáveis pelo controle, que são orientados a reter a carga. Caso os sensores sejam desligados, eles também são avisados. O Blockchain impede que os gestores ignorem o problema.

“As tecnologias empregadas hoje não permitem que haja esse nível de transparência em todos os elos da cadeia. É uma transformação gradual que está acontecendo com nossos parceiros”, afirma Ney Santos, vice-presidente de tecnologia da BRF.

A expectativa é que esse experimento cresça para um projeto-piloto, a ser implementado no próximo ano, explica Santos. Nesta segunda fase, mais elos da cadeia produtiva serão incorporados, principalmente aqueles relacionados à criação e ao abate dos animais. “O objetivo é ter, em três anos, toda a cadeia de produção da BRF integrada”, diz Santos.

O desafio dessas empresas, agora, é convencer seus fornecedores a adotar a tecnologia. No caso da BRF e do Carrefour, talvez o custo dessa transformação não impacte de maneira expressiva suas operações. Porém, para fornecedores menores pode pesar demais o uso de Blockchain. “Estamos confirmando que a tecnologia é madura e confiável. Estamos aprendendo como as empresas podem alterar seus processos para viabilizar uma nova forma de trabalhar. Mas isso requer o compromisso em nível executivo das empresas”, afirma Regina Nori, Líder de soluções técnicas da IBM Brasil.

Assuntos Relacionados
AviculturaMBRFmercadosadiasuinoculturatecnologia
Mais lidas

Relacionados

SI – edição 331
AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329