Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,34 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,34 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 153,40 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,38 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,00 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,96 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 135,42 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 136,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 127,53 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,50 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.563,34 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.475,23 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 130,28 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 140,00 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 150,47 / cx
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Pesquisa e Desenvolvimento

Missão traça perspectivas para combater desperdício de alimentos

A comitiva planeja lançar um estudo quantitativo para mensurar o desperdício de alimentos pelos consumidores brasileiros, em julho de 2018

Missão traça perspectivas para combater desperdício de alimentos

Especialistas brasileiros participaram de uma missão pela Europa, no período de 5 a 16 de dezembro, com o intuito de conhecerem e compartilharem as melhores práticas de combate ao desperdício de alimentos no final da cadeia alimentar, além das campanhas de comunicação realizadas e as plataformas público-privadas que foram estabelecidas em alguns países da União Europeia. A agenda da comitiva teve início em Bruxelas, seguindo depois para Haia, Wageningen, Copenhagen, Banbury e Paris.

“O foco desta missão foi promover o diálogo entre o Brasil e a União Europeia para que pudéssemos conhecer as melhores práticas locais em relação à destinação de resíduos alimentares, além de identificarmos como podemos influenciar políticas públicas em nosso país para reduzirmos o desperdício de alimentos”, afirma Gustavo Porpino, coordenador de comunicação da Embrapa e responsável operacional deste projeto, que tem o apoio dos Diálogos Setoriais.

Essa missão faz parte do projeto aprovado no âmbito da Iniciativa de Apoio aos Diálogos Setoriais União Europeia – Brasil e a cooperação obtida entre os membros servirá para o modelo que o Brasil está construindo para alcançar a meta 12.3, que é de reduzir pela metade o desperdício de alimentos até 2030. A meta faz parte do objetivo 12 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS) para assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis. Os ODS foram definidos pela Cúpula das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável em 2015.

Próximos passos para o Brasil

Um dos desafios enfrentados no Brasil em relação ao desperdício de comida é a falta de dados quantitativos. As estatísticas utilizadas até o momento são da FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations) e referem-se a toda América Latina – 28% das perdas acontecem no início do processo e 28% no final da cadeia –, problemas enfrentados pelo país, mas ainda sem o conhecimento desses percentuais.
Como parte do projeto em parceria com a UE, será desenvolvida uma pesquisa para mensurar o desperdício de comida, que poderá utilizar a metodologia criada pela Wageningen University, focada na busca por informações que possam subsidiar a criação de políticas públicas que incentivem o combate ao desperdício de comida em toda cadeia e permitam a criação de campanhas de comunicação que conscientizem e mobilizem o público em relação ao tema.

“Além dessa pesquisa, que pretendemos lançar em julho de 2018, estamos planejando também a realização de um workshop para que possamos debater políticas públicas que incentivem toda a cadeia no combate ao desperdício de alimentos. É imprescindível que toda a sociedade perceba a relevância deste tema, e que juntos, a partir da união de todos os stakeholders envolvidos (consumidores, governo, setor privado), consigamos reduzir a burocracia para que o varejo e a indústria alimentícia doem mais alimentos, fortalecendo assim os Bancos de Alimentos e promovendo maior segurança alimentar para a população de baixa renda”, conclui Porpino

Participaram desta missão Kathleen Machado, coordenadora de equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional do Ministério de Desenvolvimento Social; Carolina Siqueira, analista do programa alimentação e agricultura da WWF-Brasil; Gustavo Porpino, coordenador de comunicação da Embrapa e responsável do projeto no âmbito dos Diálogos Setoriais UE-Brasil; Aline Bastos, analista de comunicação da Embrapa Agroindústria de Alimentos e Rui Ludovino, ministro conselheiro da Delegação da União Europeia no Brasil (DELBRA). Todos têm envolvimento com iniciativas voltadas para a redução do desperdício de alimentos no final da cadeia agroalimentar.

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