Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,24 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 147,67 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 153,90 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,25 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,31 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,46 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,66 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,58 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,62 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,07 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,98 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,79 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,40 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.538,46 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.454,59 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,63 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Insumos

Milho e soja têm os maiores preços desde dezembro de 2016 em SC

Santa Catarina, além de consumir todo milho que produz, ainda traz de outros estados e países mais de 3 milhões de toneladas do grão para suprir a necessidade do setor produtivo de carnes

Milho e soja têm os maiores preços desde dezembro de 2016 em SC

Principal insumo para abastecer as cadeias produtivas de carnes, o milho é o grão de ouro de Santa Catarina, segundo avaliação da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca. Com um consumo de 6 milhões de toneladas por ano e uma produção que gira em torno de 3 milhões de toneladas, o Estado é o maior importador de milho do país.

O cenário da produção de milho no país é complexo e itens como o crescimento das exportações brasileiras de grãos, o milho destinado à fabricação de etanol e a perda de área plantada na safra de verão levaram os preços do insumo aos maiores patamares desde 2016. “No setor produtivo de proteína animal, produtores e consumidores de grãos devem formar uma parceria que se fortaleça quando existe rentabilidade para ambos”, ressalta o secretário da Agricultura e da Pesca, Airton Spies.

Os preços de hoje costumam interferir também na próxima safra de milho. Normalmente, em anos em que o preço é baixo, como foi em 2017, os produtores acabam não investindo na produção de milho e buscando culturas mais rentáveis – o que diminui a oferta do grão no país. E foi justamente isso que aconteceu em Santa Catarina. Esta safra tem uma área plantada 14,4% menor e a produção deve cair 20,5% em relação ao ano anterior.

“A recuperação dos preços da soja e do milho dá ao produtor rural um incremento na renda e como consequência estimulará o aumento na produção na próxima safra, com uma maior área plantada e com emprego de tecnologias que impulsionam a produtividade. Quando os preços estão muito baixos certamente gera uma preocupação no setor, pois isso pode contribuir para o aumento do déficit de milho em Santa Catarina”, explica Airton Spies.

Segundo o analista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), Haroldo Elias, o comportamento do clima na segunda safra brasileira e o andamento da safra americana irão influenciar os preços do milho nos próximos 30 dias. Por enquanto, a tendência é que o preço se mantenha estável.

Incentivo

Santa Catarina, além de consumir todo milho que produz, ainda traz de outros estados e países mais de 3 milhões de toneladas do grão para suprir a necessidade do setor produtivo de carnes. Por isso, os estímulos ao aumento da produção local são fundamentais.

A Secretaria da Agricultura e da Pesca continua investindo em programas de fomento, como o Terra-Boa, para ampliar a produção de milho no estado dando sustento às cadeias produtivas de proteína animal. Só este ano, o Terra-Boa irá apoiar a aquisição de 220 mil sacas de sementes de milho.

Soja

Principal concorrente do milho nas lavouras catarinenses, a soja ganha cada vez mais espaço no estado. Nesta safra, Santa Catarina deve chegar a 706 mil hectares cultivados, com uma produção de 2,5 milhões de toneladas – 4,7% a mais do que no último ano.

A região Oeste – principalmente em torno de Xanxerê – concentra a maior produção do estado com 522 mil toneladas em 148,2 mil hectares. É também nesta região que se observa uma diminuição de 25,5% na área plantada de milho.

Os preços da saca de soja são os maiores desde julho de 2016 e já chegam a uma média de R$ 77/ saca. Haroldo Elias comenta que a alta nos preços da soja são resultado da queda na produção no Sul do país e também das relações entre China e Estados Unidos, que acabaram contribuindo para a valorização da soja brasileira.

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