Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,81 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,41 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,45 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,97 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,75 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,27 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,18 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,47 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 156,60 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 157,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 177,34 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 148,58 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,80 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,34 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,36 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.329,31 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.227,27 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 180,12 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 152,51 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 165,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 179,88 / cx
Biosseguridade

6 riscos e 7 medidas de prevenção que você precisa saber sobre a PSC

Até mesmo a vacinação pode ser uma ferramenta para combater o vírus que põe em risco 700 mil toneladas de carne

6 riscos e 7 medidas de prevenção que você precisa saber sobre a PSC

Enquanto a Ásia e o leste europeu se voltam para os problemas acarretados pela Peste Suína Africana (PSA), o Brasil lida com outra doença que ataca os suínos e não atinge o ser humano: a Peste Suína Clássica (PSC). O vírus já foi detectado em produções não tecnificadas no Piauí, no Ceará e agora tem se espalhado por Alagoas. O problema é que esse último é vizinho da Bahia, um dos 13 estados, além do Distrito Federal, considerados livre da doença desde 2016 pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

A situação em Alagoas gera apreensão não apenas em Sergipe e Bahia, que são vizinhos. A preocupação se dá até mesmo no Paraná, estado bem distante dos focos atuais. É que uma eventual ocorrência da PSC em qualquer área considerada livre derrubaria o status sanitário obtido pelo estado.

O pesquisador Nelson Morés, da Embrapa Suínos e Aves, em entrevista à Suinocultura Industrial, apontou quais são os principais riscos e as medidas necessárias de controle da PSC. Ele cita que o javali e a circulação de carnes frescas ou curadas pelo país podem ser os principais riscos para a disseminação do vírus. Um problema que pode atingir o potencial de 700 mil toneladas de carne suína exportada pelo país.

OS PRINCIPAIS RISCOS DA PSC

1 – Vírus pode já estar circulando em outros territórios brasileiros, por meio de produtos suínos, como carnes frescas e curadas, embutidos, produtos envoltórios, que não passam por esterilização, aponta Morés. “O vírus pode viajar clandestinamente daquela região infectada até a região Sul, através de alguém que venha visitar parentes, por exemplo”, diz.

2 – Segundo o pesquisador, nos estados nordestinos, incluindo a Bahia, vizinho de Alagoas, existe o problema da movimentação de suínos de forma clandestina.

3 – A movimentação de animais soltos é outra situação preocupante. Nelson Morés revela que javalis têm sido vistos naquela região. Esses animais podem ser portadores do vírus e conseguem se deslocar por grandes faixas territoriais, espalhando o surto para as áreas livres da doença;

4 – Nas granjas de subsistência não tecnificadas existem problemas muito sérios de biosseguridade, ressalta o pesquisador da Embrapa. Dentre os perigos, estão a movimentação de animais, apresentações em feiras, alimentação com restos de comida.

5 – Uma eventual ocorrência da PSC em área não livre geraria grande impacto econômico, principalmente em relação à exportação. O Brasil exporta hoje algo próximo a 700 mil toneladas anualmente. “Se ocorrer peste suína nas duas regiões livres (incluindo Rio Grande do Sul e Santa Catarina, reconhecidas pela OIE desde 2015) onde vai colocar toda essa carne? O impacto vai ser violento também na questão social, nos produtores”, comenta Morés.

6 – A disseminação da PSC geraria ainda gastos volumosos em termos de medidas de defesa sanitária e controle da doença.

MEDIDAS QUE O PAÍS JÁ ESTÁ ADOTANDO OU PODE ADOTAR

1 – No estado de Alagoas, o instituto de defesa sanitária do estado emitiu portaria proibindo transito de suínos, exceto para abate imediato. E, em um raio de 10 km dos focos registrados de PSC, foi proibida a circulação de suínos, a não ser com saída para abate imediato com previa autorização.

2 – Foram proibidos eventos com suínos vivos em todo o estado.

3 – Na região Sul, Santa Catarina publicou regras para mitigar riscos. Dentre elas, suspendeu o Guia de Trânsito Animal (GTA) para qualquer finalidade com destino para regiões infectadas. “Santa Catarina envia muitos suínos para essas regiões e o risco é o pessoal trazer o vírus na volta”, avalia Nélson Morés.

4 – Dentre as principais medidas recomendadas para produtores e indústria estão a lavagem e desinfecção do caminhão, lavagem da roupa e bota utilizados no descarregamento. “É uma série de atitudes que esses transportadores precisam ter para que tentar mitigar os riscos”, comenta.

5 – Outra medida adotada em Santa Catarina é o esclarecimento de que ninguém pode trazer produtos suínos para área livre. “Mas é importante que não apenas Santa Catarina tenha essa atitude, mas outros estados também. Qualquer estado infectado pode trazer impactos sérios para a exportação”, destaca o pesquisador da Embrapa.

6 – Em uma eventual ocorrência da PSC, os animais precisam ser sacrificados. Nesse caso, o produtor é indenizado pela perda. Contudo, o lucro cessante não é indenizado, ressalta Morés.

7 – Uma epidemia de PSC no Brasil poderia ser controlada por meio de vacinação. O pesquisador Nelson Morés conta que, diferentemente da PSA, a PSC conta com uma vacina eficaz. O problema é que a vacinação é proibida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e só deve ocorrer em uma situação de emergência.

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