Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,20 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,33 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,07 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,61 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,67 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.512,00 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.380,03 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Exportação

Brasil diversifica destinos de proteína enquanto Europa enfrenta novo foco de PSA 

Aberturas de mercado no norte da África, na Ásia Central e no Japão coincidem com surto sanitário na Hungria e reforçam recomposição da geopolítica comercial de carnes

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Brasil diversifica destinos de proteína enquanto Europa enfrenta novo foco de PSA 

O conjunto de notícias desta semana desenha movimento coordenado de diversificação geográfica das exportações brasileiras de proteína animal. Marrocos suspendeu tarifas de importação sobre carnes bovina, ovina, caprina e camelídea até dezembro de 2026; o MAPA anunciou habilitações na União Econômica Eurasiática e no Japão; e os Estados Unidos mantiveram o filé fresco de tilápia brasileiro fora da sobretaxa de 25% imposta ao produto importado. Em paralelo, a Hungria confirmou foco de peste suína africana (PSA) em granja com 1,8 mil animais, reforçando alerta para criadores da região.

A leitura combinada destes fatos aponta para dois vetores simultâneos. O primeiro é regulatório-comercial: o Brasil ganha janelas de acesso em mercados não-tradicionais justamente no momento em que a Europa — historicamente referência de preço em algumas cadeias — enfrenta pressão sanitária que restringe circulação e exportação de material genético suíno. O segundo é estratégico: a cadeia de tilápia, sob pressão tarifária americana persistente, articula-se via PeixeBR na Aquishow 2026 para preservar acesso ao maior mercado consumidor mundial e sustentar a projeção de liderança global até 2040 anunciada pelo setor.

O foco húngaro de PSA reforça padrão observado nos últimos anos: a doença segue endêmica em partes da Europa Central e opera como fator estrutural de vantagem competitiva para exportadores livres do vírus. Para o suinocultor brasileiro, o evento é sinal para elevar disciplina de biossegurança e para monitorar reação da União Europeia em relação à circulação de suínos vivos e produtos derivados. O 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura, que ocorre esta semana em Chapecó, ganha relevância adicional como fórum técnico numa janela sensível para o setor.

Para o produtor com gestão profissional e para o executivo do agronegócio, o dia sugere reposicionamento de médio prazo. A dependência histórica da China nas exportações de soja, tema retomado pela CNN Brasil na cobertura do biodiesel como via de diversificação de destinos, dialoga com o mesmo padrão observado em carnes — reduzir concentração de destino e ampliar cardápio geográfico. Não é diversificação por diversificação: é resposta racional a um ciclo em que tarifas, sanidade e geopolítica se sobrepõem à leitura puramente comercial do exportador brasileiro.

Da Redação

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