O diretor Global de Contas Estratégicas da Cargill, Antônio Mário Penz Junior, fala sobre a retirada dos antimicrobianos das dietas de aves, ressaltando aspectos importantes nesse processo, como o uso de ingredientes de qualidade e produtores bem treinados
“Não é uma mudança apenas de produto, mas sim da própria mentalidade sobre o nosso negócio”

O diretor Global de Contas Estratégicas da Cargill, Antônio Mário Penz Junior, fala sobre a retirada dos antimicrobianos das dietas de aves, ressaltando aspectos importantes nesse processo, como o uso de ingredientes de qualidade e produtores bem treinados
Avicultura Industrial – A retirada dos antimicrobianos como aditivos gera um desafio para os nutricionistas ao compor as formulações de dietas para as aves?
Antônio Mário Penz Junior – É um desafio como tudo que se muda em relação ao que estava estabelecido como paradigma. Passa a ser um desafio tanto na produção animal como em qualquer outra atividade produtiva. Quando os europeus iniciaram este movimento de retirada dos antibióticos melhoradores de desempenho na década de 80 do século passado, eles sofreram dificuldades maiores do que as que estamos enfrentando nesse momento; já se passaram quase 30 anos. Primeiro, na época, quando houve esta tendência europeia pela retirada dos antibióticos melhoradores de crescimento, se tinha poucas opções no mercado para substituí-los. E se existiam poucas opções, evidentemente, também se tinham poucas referências de uso industrial e suas consequências.
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