Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,82 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,07 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,65 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 8,12 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,32 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,52 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,72 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,85 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,84 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,33 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 123,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,35 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.533,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.418,34 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 153,67 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 129,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Agronegócio

Agro e soja viram moeda de troca na cúpula entre Xi Jinping e Donald Trump nos EUA

Possível acordo tarifário entre Washington e Pequim ameaça alterar rotas globais de exportação e pressionar as margens de preço do grão brasileiro

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Agro e soja viram moeda de troca na cúpula entre Xi Jinping e Donald Trump nos EUA
O desembarque do presidente chinês Xi Jinping nos Estados Unidos para reunião de cúpula com o presidente Donald Trump colocou o agronegócio — com foco central no mercado de soja — no topo da pauta geopolítica internacional. O encontro entre os dois líderes ocorre em um momento de rearranjo no comércio global, no qual eventuais concessões tarifárias podem redesenhar os fluxos de embarque, impactar as cotações nas bolsas de mercadorias e alterar a fatia de mercado ocupada pelo Brasil.
Panorama do Comércio de Soja entre Brasil, EUA e China
Indicador / ParâmetroCenário Registrado (2026)Impacto no Mercado Internacional
Importações Chinesas (Jan-Ago)Brasil: +5% (55,14 mi t) | EUA: -34%Consolidação do Brasil como principal fornecedor da China
Compromisso de Compra da China25 mi t/ano de soja dos EUA até 2028Cerca de 12 mi t embarcadas até agosto; ritmo acelera no 2º sem.
Produção e Exportação do Brasil (2025)180 mi t produzidas / ~80 mi t para a ChinaElevada exposição da produção nacional à demanda de Pequim
Potenciais Isenções TarifáriasPauta inclui milho, sorgo e sojaFlexibilização pode devolver competitividade ao grão dos EUA

Destaques das Negociações e Impacto no Brasil

  • Soja como barganha diplomática: Pequim utiliza o volume de compras de grãos norte-americanos como gesto de boa-fé para buscar previsibilidade econômica e negociações favoráveis em pautas de alta tecnologia e minerais críticos.
  • Atuação estratégica da SinoGrain: Mesmo com o produto dos EUA operando com custos mais elevados, a estatal chinesa manteve as aquisições para cumprir a meta de importação de 25 milhões de toneladas anuais fixada até 2028.
  • Risco de perda de competitividade relativa: Eventuais reduções ou isenções da sobretaxa de 10% aplicada pela China aos produtos agrícolas dos EUA podem tornar o grão norte-americano mais atraente na ponta compradora.
  • Necessidade de estímulo ao consumo interno: Lideranças da indústria de óleos vegetais no Brasil defendem o fortalecimento da demanda doméstica por meio dos biocombustíveis e a diversificação de mercados para evitar dependência exclusiva do canal chinês.
De acordo com o analista de inteligência de mercado da StoneX, Raphael Bulascoschi, o comportamento comprador da estatal chinesa reflete uma estratégia geopolítica bem definida: “Por que a China segue comprando mesmo pagando mais caro pelo grão norte-americano? Porque a China vê isso como uma porta de acesso fácil, um gesto de boa-fé, para discutir outras questões políticas, bem como para barganhar posições no xadrez geopolítico global.”
Segundo a especialista em inteligência de mercado da Biond Agro, Yedda Monteiro, alterações nas alíquotas de importação têm o potencial de balançar a divisão do mercado global sem necessariamente interromper o fluxo brasileiro de forma abrupta: “Se houver alguma mudança tarifária que torne a soja norte-americana mais competitiva, isso sim seria o maior bônus para os Estados Unidos e mudaria as regras do jogo. Uma eventual negociação entre Washington e Pequim não deve representar uma substituição imediata da soja brasileira, mas pode sim alterar a distribuição das compras e afetar os nossos preços no porto.”
Para o presidente executivo da Abiove, André Nassar, o Brasil precisa adotar uma postura proativa interna para absorver a oferta crescente de grãos, espelhando movimentos feitos por outros exportadores em momentos de retração de mercado: “Quando os Estados Unidos perderam espaço no comércio internacional sem a China, passaram a estimular o consumo interno e a indústria de biocombustíveis para absorver a oferta excedente. Precisamos aqui no Brasil gerar esse consumo e criar novos usos para a nossa produção de soja, que segue em ritmo de crescimento.”
Fonte: Da Redação, com informações da CNN
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