Os embarques estão atrasados por falta de navios e contêineres e um plano de contingência é solicitado pelos exportadores de carnes
Indústria brasileira de carnes pede que governo resolva crise de frete

Entidades agrícolas no Brasil estão pedindo às autoridades governamentais que tratem da falta de navios e contêineres. O movimento do setor privado é liderado pelo Instituto Pensar Agro (IPA) e reúne entidades como o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Associação Brasileira dos Frigoríficos (Abrafrigo), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), entre outras. “Os impactos percebidos pela crise (marítima) no setor agrícola brasileiro são difusos e tendem a afetar severamente a cadeia produtiva interna e as atividades exportadoras”.
“Para suprir a falta de navios e contêineres, o cenário atual exige um plano de contingência por parte dos armadores que operam no Brasil”, acrescentou a carta. Segundo Ricardo Santin, presidente da ABPA, os fretes mais caros e demorados estão fazendo com que o setor perca oportunidades de abrir novos mercados ou aumentar sua presença para os atuais destinos de exportação de carnes. “As exportações estão ocorrendo, mas os volumes poderiam ser maiores se não houvesse essas dificuldades operacionais de acesso aos contêineres e o alto custo, que diminui nossa competitividade. Quem tem contratos mais longos tem conseguido exportar, apesar do alto custo da logística”, disse Santin. Ele afirmou ainda que as pequenas e médias empresas são as que mais sofrem com a crise.
“Estamos superando essas dificuldades operacionais, mas o espaço de avanço seria maior se não houvesse crise de contêineres e o fluxo fosse regularizado. Não estamos esperando o governo tirar um contêiner da gaveta. É um alerta para o governo que a receita cambial e o volume exportado pelo setor poderiam ser maiores se a estrutura fosse melhor “, acrescentou Santin.
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