Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,62 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,26 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,52 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,94 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,13 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,32 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,62 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,81 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,70 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 145,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.532,17 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.419,84 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,83 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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ECONOMIA

OCDE avalia os prejuízos no crescimento do Brasil devido mudanças climáticas

Eventos extremos custam 1,3% do PIB a cada ano

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OCDE avalia os prejuízos no crescimento do Brasil devido mudanças climáticas

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) informou nesta segunda-feira (18) que os eventos extremos causados pela mudança climática estão prejudicando a infraestrutura brasileira e comprometendo o crescimento do país. No relatório bianual “Estudos Econômicos da OCDE: Brasil,” a organização sugere a implementação de planejamento nas obras públicas, a adoção de novas políticas urbanas e o cumprimento mais amplo do Código Florestal.

A OCDE destaca que a infraestrutura pública do Brasil é especialmente vulnerável a choques climáticos em meio a uma rápida, não planejada e descontrolada urbanização. A organização alerta que tanto as secas quanto as enchentes causam danos à infraestrutura brasileira.

O relatório ressalta que secas frequentes e aumento das temperaturas representam desafios para o fornecimento de energia, especialmente proveniente de fontes hidrelétricas. Em relação às chuvas, a OCDE destaca que deslizamentos e enchentes causam prejuízos às cidades e ao transporte. O documento destaca que as enchentes compõem 65% dos riscos naturais no Brasil, sendo responsáveis por 74% das mortes relacionadas a desastres naturais entre 1991 e 2010.

Citando um estudo do Banco Mundial de 2021, a OCDE aponta que a mudança climática custa 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) anualmente para as empresas do país. O relatório destaca que 55% dos prejuízos afetam as infraestruturas de transporte, 44% o fornecimento de energia e 2% o abastecimento de água. A queda no nível dos reservatórios das hidrelétricas entre 2013 e 2021 ameaçou o fornecimento de energia em um país onde dois terços da matriz energética estão associados às hidrelétricas.

O relatório fornece recomendações ao Brasil para enfrentar as mudanças climáticas, incluindo a melhoria do planejamento, financiamento e entrega de empreendimentos de infraestrutura com considerações para a resiliência climática. A OCDE destaca a necessidade de apoio legislativo, orçamentário e claras responsabilizações que considerem eventos climáticos extremos.

A organização também pede revisões das políticas urbanas para evitar novas construções em áreas de risco e reduzir o impacto das mudanças climáticas. Além disso, destaca a importância de elaborar diretrizes para apoiar as prefeituras na identificação de riscos climáticos e sua integração ao planejamento fundiário.

A OCDE recomenda mais investimentos em transporte coletivo para reduzir a vulnerabilidade da infraestrutura desse setor. Em uma perspectiva mais ampla, a organização pede o desenvolvimento do mercado de carbono, melhorando os mecanismos de precificação das emissões de gás carbônico, como forma de reduzir a emissão. Também destaca a necessidade de reforçar o cumprimento da legislação contra o desmatamento.

A OCDE estima que os investimentos para adaptar a infraestrutura às mudanças climáticas custam, em média, 0,8% do PIB por ano entre 2022 e 2030, variando conforme o tipo de infraestrutura. O relatório ressalta que esse custo seria compensado pela diminuição dos prejuízos e pelo retorno econômico, citando estimativas do Banco Mundial.

Fonte: Agência Brasil

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