Janeiro atípico na Suinocultura, por Valdomiro Ferreira Júnior

Valdomiro Ferreira Júnior, janeiro de 2.025
Hoje estamos encerrando o mês de janeiro do ano de 2.025, num ambiente bastante tranquilo e com preços satisfatórios ao produtor de suínos em todo o país.
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Ontem na bolsa de comercialização de suínos do estado de São Paulo, ocorreu a primeira alta nos preços, atingindo o patamar de R$ 156,00/@, condições bolsa, posto frigorifico com 21 dias no pagamento.
As primeiras quatro semanas de janeiro, os preços praticamente mantiveram estáveis, demonstrando que vivemos um mês atípico, em relação ao histórico.
Cabe salientar, que os preços só mantiveram, pois, não existe animais represados em granjas, prova disso é, a média constante em janeiro de 114 quilos, nas granjas paulistas.
Outro fato importante foi o desempenho das exportações a partir de julho de 2.024, que obteve excelentes resultados, marcando um semestre com volumes em média acima de 100 mil toneladas/mês. Provocando uma redução nos estoques e exigindo que as agroindústrias, em momentos pontuais buscassem animais vivos no mercado spot.
No cenário a curto prazo, acredito num bom momento para a Suinocultura Brasileira, que deverá pelo menos no primeiro semestre de 2.025, uma rentabilidade no segmento, com base nos preços do vivo e abatido, estabilidade no mercado de grãos, levando uma relação de troca, positiva ao criador.
Uma situação que pode influenciar positivamente ou negativamente, é a relação entre os atuais governos do Brasil e do Estados Unidos.
Evitar politizar e prevalecer os acordos bilaterais entre os países, é sensato e fundamental para o agronegócio americano e brasileiro. Respeitar as regras de mercado internacional, demonstra uma necessidade ao mundo, já que os dois países são líderes mundiais da produção primária.
E internamente no país, evitar culpar o agro pelos custos da alimentação dos brasileiros. Sou daqueles que acredito que sem agro não tem comida. O governo deveria reduzir a carga de impostos na produção, comercialização, distribuição e que nosso produto pudesse chegar as gondolas do varejo, com preços justos e acessível ao brasileiro de baixa renda.
Acontecendo isso, os próximos janeiros, seremos tipicamente viáveis e sustentáveis. Acredite mais no Brasil!





















