Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,24 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 147,24 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 151,92 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,39 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,94 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,02 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 131,88 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 136,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 146,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 124,16 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 136,13 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,50 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.560,67 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.473,40 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 140,00 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 150,47 / cx
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Economia

Pressão das proteínas e atividade aquecida mantêm projeção do IPCA acima da meta

Entenda por que o IPCA permanece em 4,9% para 2025, afetado pela alta dos preços das carnes e pela atividade econômica intensa

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Pressão das proteínas e atividade aquecida mantêm projeção do IPCA acima da meta

A projeção do IPCA para 2025 permanece em 4,9%, acima do teto da meta oficial de 4,5% definida pelo Conselho Monetário Nacional. O resultado reflete a persistência de pressões inflacionárias, principalmente no grupo de alimentação, que acumulou alta de 7,3% em 12 meses até maio. O maior impacto vem das carnes: a bovina subiu, em média, 24% no período, enquanto a suína avançou 21% e a de frango, 11%. No acumulado até maio, a inflação do item “carnes” chegou a 23,5%, com destaque para a carne bovina.

Outro fator que contribui para manter a inflação elevada é o ritmo da atividade econômica. Apesar dos juros altos, o PIB segue aquecido, com crescimento de 3,5% nos quatro trimestres encerrados em março, o que sustenta o consumo e dificulta uma desaceleração mais rápida dos preços.

Por outro lado, os preços internacionais das commodities vêm caindo, e o câmbio apresentou alívio nos últimos meses, fatores que ajudam a reduzir parte da pressão sobre os preços internos. Diante desse cenário, algumas projeções para 2026 já apontam inflação em torno de 4,5%.

Ainda assim, os preços das proteínas seguem sendo monitorados com atenção. A alta dos grãos, como milho e soja, eleva os custos de ração e, combinada ao aumento do preço do boi gordo no mercado internacional, pode manter a pressão sobre as carnes. Mesmo com expectativa de uma desaceleração no ritmo de alta, esse grupo ainda representa um risco importante para o controle da inflação ao longo do ano.

“A inflação continua muito sensível a choques de oferta, principalmente no segmento de alimentos. Além disso, a atividade aquecida limita os efeitos da política monetária. Mesmo com alguma queda nas commodities e a valorização do real, ainda há pressões relevantes no curto prazo”, avalia Tânia Gofredo, economista.

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