Exportação internacional

Cazaquistão avança para produção interna em carne de frango e mira exportações para a UE

O Cazaquistão está a caminho da autossuficiência em carne de frango com 80% e espera aumentar as exportações para a UE

Cazaquistão avança para produção interna em carne de frango e mira exportações para a UE

Um ambicioso programa governamental para tornar o Cazaquistão totalmente autossuficiente em carne de aves está começando a dar frutos, conforme dados da União dos Avicultores do Cazaquistão. Segundo o Ministério da Agricultura, a taxa de autossuficiência em carne de frango atingiu recentemente 80%, um aumento em relação aos 67% registrados em 2022. A previsão é que esse número chegue a 100% em 2027.

Desde 2022, o Cazaquistão colocou em operação comercial 14 novas granjas avícolas, com uma capacidade nominal de 144.000 toneladas de carne de frango por ano. Como resultado, a produção nacional de aves atingiu 360.000 toneladas no ano passado, a maior parte vinda de granjas industriais.

A União dos Avicultores enfatizou que ainda há espaço para crescimento, já que muitas das granjas existentes operam abaixo da capacidade máxima, e algumas têm potencial para aumentar a produção em 30% sem a necessidade de novos investimentos em expansão. A revitalização de instalações existentes, como a JSC Poultry Agro, que recebeu US$ 6,1 milhões em investimentos, também contribui para o desenvolvimento do setor.

Metas de Exportação e Desafios

O Cazaquistão planeja dobrar as exportações de gado até 2030. Para atingir esse objetivo, o país busca expandir o acesso a linhas de crédito facilitadas para os setores pecuário e avícola, permitindo que mais propriedades rurais obtenham empréstimos com juros subsidiados de 5%.

Como parte desse esforço, o Cazaquistão, que historicamente é um importador líquido de aves, está trabalhando para abrir o mercado da UE para sua produção pecuária. O país também havia revelado planos para iniciar exportações para a China em 2024.

No entanto, o potencial de exportação do Cazaquistão permanece questionável. Um estudo da Agência Cazaque para a Proteção da Concorrência apontou que o principal fator que prejudica a competitividade do setor são os custos relativamente elevados da alimentação animal.

Referência: Poultry World

Assuntos Relacionados
boletimAIexportaçãofrangointernacional

Relacionados

AI – 1343
SUINOCULTURA 328
Anuário AI – Edição 1342
Anuário SI – Edição 327
SI – Edição 326