Exportações de carne de frango aos árabes avançam 9,74% no quadrimestre

As exportações de carne de frango do Brasil para os 22 países da Liga Árabe cresceram 9,74% nos primeiros quatro meses do ano, totalizando US$ 1,158 bilhão. Em volume, foram 593,87 mil toneladas, uma alta de 17,39% na mesma comparação, segundo informações da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira.
Além da carne de frango, o crescimento das exportações aos árabes avançaram 30% no quadrimestre, puxado pelas vendas de açúcar, minerais e carne bovina, produtos que foram negociados a preços mais altos no período.
As vendas de açúcar avançaram 104,83%, para US$ 2,089 bilhões, além das carnes (bovina e de frango), com aumento de 29,90%, total de US$ 1,834 bilhão e, por fim, das commodities minerais, principalmente o minério de ferro, com registro de vendas 37,61% maiores, ou US$ 1,214 bilhão.
Os três produtos, que respondem por 76% das receitas geradas no período, foram negociados a preços mais altos. A tonelada média de açúcar foi vendida na Liga Árabe a US$ 513,86, 16,18% mais em relação a janeiro-abril do ano anterior. A das carnes foi negociada a US$ 2451,83, aumento de 2,97%. Já as commodities minerais tiveram alta de 10,20% no preço médio, ou US$ 109,18 a tonelada.
Para Tamer Mansour, secretário-geral da entidade, o resultado é um indicativo da resiliência das economias árabes, sobretudo as do Golfo, que seguem com os investimentos em infraestrutura previstos nos planos governamentais de transição econômica, as chamadas Visões 2030, que demandam ferro e aço, e continuam apostando na aquisição de alimentos para fins de reexportação.
Leia também no Agrimídia:
- •OMSA confirma Influenza Aviária em aves silvestres no Uruguai e reforça alerta sanitário na região
- •AVEC pede suspensão preventiva das importações de aves da China pela União Europeia
- •Vendas de carne nos EUA atingem recorde histórico de US$ 112 bilhões impulsionadas pelas gerações Millennials e Z
- •LCAs lideram financiamento privado do agronegócio
Mansour chama atenção para o fato de os Emirados Árabes Unidos, o principal hub de exportação da região e um país que tem na triangulação de mercadorias um componente importante de seu sistema econômico, terem sido responsáveis por 22,72% das receitas de externas brasileiras, ou US$ 1,680 bilhão, com aumento de 80,98% sobre o ano anterior.
“O país tem 46 zonas francas, de processamento de exportações, que fazem dele um grande reexportador de alimentos para todo o mundo islâmico. Cresceram também as exportações brasileiras para Omã, que, assim como o vizinho, utiliza sua posição estratégica para potencializar a triangulação de mercadorias”, explicou Mansour.
Para ele, a perspectiva é que o comércio mantenha o ritmo nos próximos meses, já que o próximo quadrimestre é tradicionalmente um período em que os países árabes costumam reforçar seus estoques de alimentos para o consumo da população local e para triangulação.
No último quadrimestre do ano também deve haver novo período de acúmulo de mercadorias em preparação ao Ramadã de 2025, o mês sagrado dos muçulmanos, durante o qual as exportações tradicionalmente têm um fluxo menor.





















