Exportações chinesas superam previsões, mas importações precisam de mais estímulos

As exportações da China em junho cresceram no ritmo mais rápido em 15 meses, sugerindo que os fabricantes estão antecipando pedidos antes de tarifas esperadas de parceiros comerciais. No entanto, as importações diminuíram inesperadamente devido à demanda interna fraca.
Os dados mistos da balança comercial mantêm vivos os apelos por mais estímulos governamentais, já que a economia de 18,6 trilhões de dólares luta para se recuperar. Analistas alertam que a sustentabilidade das exportações fortes é incerta devido ao aumento do protecionismo dos parceiros comerciais.
“Isso reflete a condição econômica da China, com uma demanda interna fraca e uma forte capacidade de produção que depende das exportações”, disse Zhiwei Zhang, economista-chefe da Pinpoint Asset Management. Ele acrescentou que a economia dos EUA está enfraquecendo e os conflitos comerciais estão piorando.
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As exportações da China cresceram 8,6% em valor em junho em comparação com o ano anterior, superando a previsão de 8,0% e o aumento de 7,6% em maio. Entretanto, as importações caíram 2,3%, atingindo o nível mais baixo em quatro meses, destacando a fragilidade do consumo doméstico.
As exportações mais fortes têm sido um dos poucos pontos positivos para uma economia que luta por impulso, apesar dos esforços para estimular a demanda interna após a pandemia. A confiança do consumidor está baixa devido a uma retração prolongada no setor imobiliário e preocupações com empregos e salários.
O superávit comercial da China foi de 99,05 bilhões de dólares em junho, o mais alto desde 1981, superando a previsão de 85 bilhões e os 82,62 bilhões de dólares em maio. Washington aumentou as tarifas sobre várias importações chinesas, e Bruxelas confirmou que também imporá tarifas sobre veículos elétricos chineses.
Os dados ressaltam a necessidade de estímulos adicionais para sustentar a economia chinesa diante dos desafios internos e externos.





















