Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,37 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,41 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,61 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,13 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,97 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,75 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,65 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,85 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 183,01 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 201,42 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 207,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 223,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 174,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 202,23 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,81 / kg
Frango - Indicador SPR$ 6,87 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.251,47 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.107,94 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 227,54 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 196,95 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 182,23 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 198,59 / cx

Compartimentalização na avicultura

Em entrevista exclusiva, presidente da FACTA explica este novo conceito que irá mudar o manejo sanitário mundial e influir nas relações comerciais dos países com produção avícola.

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Redação AI 06/05/2005 – A reunião-geral da Organização Internacional de Epizootias (OIE) que acontece no dia 26 de maio deve aprovar o conceito de compartimentalização. Como ele um compartimento (que é uma empresa e toda sua estrutura de produção a venda do produto, próximo de como funciona uma integradora hoje, por exemplo) implantará conceitos ainda mais rígidos de biossseguridade. Com isto, mesmo no caso de surtos de determinadas doenças num Estado ou região, esta empresa compatimentada poderá continuar a exportar. O assunto interessa principalmente os países que ficaram fora do mercado internacional por causa da Influenza Aviária.
O assunto foi tema de palestras e dominou as discussões na Apinco deste ano. O presidente da FACTA, Ariel Antonio Mendes, destaca as principais mudanças e o que é este novo conceito que mudará o manejo sanitário mundial em entrevista exclusiva.

Agora no final de maio uma reunião da OIE em Paris deve definir sobre a compartimentalização. O senhor acredita que ela será aprovada?

Ariel – Em Paris será tomada uma decisão. Na semana passada houve uma reunião do Cisa [Comitê Interamericano de Sanidade Avícola] no Peru onde este documento sobre compartimentalização e a nova legislação sobre Influenza Aviária foi excessivamente discutida. O que percebemos é que as coisas estão mais ou menos definidas e que os países estão pressionando muito para que, de alguma maneira, se conviva com a enfermidade. Então se criou este conceito de
compartimentalização.

O senhor poderia explicar melhor este conceito?
Ariel – Existem dois programas. Um é a regionalização, que é utilizada por algumas doenças como a aftosa, por exemplo. Você trabalha regiões ou zonas que são divididas por acidentes geográficos como rios, estradas etc e, aquela determinada zona, é manejada como livre da doença. No caso da aftosa com ou sem vacinação. Este é o programa da OIE. Mas no caso da avicultura, eles entendem que é uma proposta difícil de trabalhar porque se têm fatores complicantes como as aves migratórias, que podem transmitir a doença e não respeitam fronteiras.

Mas o quê muda com a compartimentalização?

Ariel – Eles estão partindo do princípio de que o mundo terá que conviver com a Influenza Aviária. Então, este conceito de compartimentalização indica, basicamente, que não terá mais importância se uma empresa “x” – com suas granjas de matrizes, granjas de avós, granjas de frango de corte, um abatedouro e uma fábrica de ração – estiver dentro de uma zona afetada por Influenza Aviária, desde que aquele compartimento, a empresa no caso, esteja livre da doença. Para isto, ela terá que ter um sistema de biosseguridade fechado e eficiente que impeça a entrada do vírus.

Será uma mudança grande?

Ariel – Realmente. Uma vez aprovado este conceito, a empresa terá que trabalhar de uma forma muito mais eficiente do que já vinha trabalhando na questão da biosseguridade. Na eventualidade de se ter um problema no estado de São Paulo, por exemplo, a empresa “x” poderá continuar exportando, mesmo com uma contaminação no Estado. É uma coisa muito nova em nível de OIE e, inclusive, há propostas de se utilizar a vacina de Influenza Aviária, mesmo
em zonas livres.

Se aprovado, quando entra em vigor?

Ariel – Caso seja aprovado nesta reunião da OIE, no final do mês de maio, ela passa a vigorar imediatamente.

Como seria feito no Brasil?

Ariel – No caso do frango de corte é muito fácil se adequar a este sistema de compartimentalização porque já temos empresas compartimentalizadas. Você tem uma empresa integrada ou uma cooperativa e ela está localizada dentro de uma região geográfica restrita porque o custo do transporte é muito alto.

Normalmente uma integradora tem os galpões num raio não mais de 100 km. E nós temos um grau de biosseguridade bom. Seria só você se fechar ainda mais para evitar a entrada do vírus. Então, para avicultura de corte será fácil se adaptar. Postura é um pouco mais difícil.

E o programa de regionalização que estava em discussão?

Ariel – Estamos trabalhando neste programa e a proposta está no Ministério da Agricultura. A idéia seria fazer uma regionalização nos moldes da aftosa. A proposta que está aí é uma regionalização por Estado, onde você disciplina o trânsito e não deixa circular aves vivas, descarte… Mas nós não vamos abandonar o programa de regionalização – mesmo se aprovado este de compartimentalização pela OIE – porque achamos que um programa favorece o outro. O ideal é que você tenha uma empresa compartimentalizada dentro de uma
região livre porque diminui o risco da empresa ser afetada.

Como estão estas discussões?

Ariel – Tivemos uma reunião de dois dias aqui em Santos e a grande conclusão que chegamos é que neste primeiro momento a compartimentalização interessa ao Brasil como exportador. Isto favoreceria, no caso de algum problema, as empresas compartimentalizadas para que continuem exportando. Por outro lado,
trabalhando com um programa de regionalização teremos um upgrade em termos de sanidade avícola. Por quê? Para ter este programa funcionando significa que os Estados terão que implantar o PNSA em sua totalidade e terão que alocar recursos para manter barreiras, postos de controle nas divisas, terão que fazer monitorias periódicas…

A longo prazo, a compartimentalização não é prejudicial ao Brasil, comercialmente falando?

Ariel – Comercialmente o que eu acho que vai acontecer… Teve um surto agora na Ásia e alguns países exportadores como a Tailândia praticamente saíram do mercado porque não puderam mais exportar produtos crus, só cozidos ou processados. Com o programa de compartimentalização algumas empresas tailandesas, por exemplo, vão poder continuar a exportar. Isto favorece também os EUA, porque eles vivem tendo problemas de surtos. Favorece ao México, que tem Influenza também. No médio e longo prazo eu diria que isto afeta o Brasil em termos de mercado porque países que hoje estão fora vão
poder voltar. De qualquer maneira, acho que o grande foco é trabalharmos para não termos a doença aqui no País, o que é um diferencial realmente grande.

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