Vice-presidente da ACAV fala da importância da Regionalização e aponta que casos como o da Aftosa devem fazer o governo federal acelerar o seu processo de implantação.
Necessário maior rapidez
Bento Zanoni, Vice-Presidente da ACAV Redação AI 27/10/2005
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Como se encontram as discussões aqui na região Sul sobre a Regionalização e qual o papel da ACAV neste processo?
Zanoni – A ACAV é filiada a UBA [União Brasileira de Avicultura] e foi uma das primeiras a pensar na Regionalização. Em reuniões técnicas dos membros da ACAV foi levantada esta possibilidade, depois também discutida em nossas reuniões com a UBA. Posteriormente, UBA e ABEF se reuniram para estruturar um documento e o entregar ao Ministério da Agricultura para que fosse estudada a possibilidade da Regionalização. É um trabalho que está sendo feito desde 2002 e, no ano passado, neste mesmo evento, o professor Ariel Mendes fez uma palestra sobre o assunto. Agora, principalmente com o que vem ocorrendo no caso da Febre Aftosa e os casos de Gripe Aviária em diversos países, está se cobrando com maior ênfase o governo para que a Regionalização se torne realidade. Até porque pode ocorrer um foco numa região como o Nordeste sem que as aves daqui sejam afetadas. Somos um País muito grande e não podemos deixar que uma região seja prejudicada por algo que está acontecendo em outra parte do Brasil.
A idéia é que a Regionalização seja por Estado, mas também há uma corrente que defende uma região formada pelos três Estados do Sul, por exemplo. Já há alguma definição?
Zanoni Não. Ainda não. A princípio era pedido por Estado, mas devido ao alto custo da Regionalização está sendo feito um estudo para que fossem os três Estados do Sul, mas não tem nada ainda acertado.
O processo de implantação poderá caminhar mais rápido agora por parte do governo federal, não só pela crescente preocupação com a Influenza Aviária mas também pelo temor que ocorra algo como o da Aftosa?
Zanoni – Nós acreditamos nisto. Tanto que na mídia só se ouve que há reunião no Estado de Santa Catarina, em São Paulo. É reunião em Brasília, é reunião no Paraná, Rio Grande do Sul… Quer dizer, todos os Estados estão se mobilizando para que isto aconteça. Eu acredito que este foco da Aftosa forçará o governo a tomar esta posição e o próprio fato da Gripe Aviária no mundo é mais um motivo para que ele tome esta posição de imediato. Nós sabemos que a parte política é um pouco mais demorada, mas todos estes fatos servem de pressão.





















