A influência dos programas de nutrição de marrãs em seu desempenho reprodutivo foi o foco central da apresentação do professor da UFMG, Dalton de Oliveira Fontes, na manhã desta quarta-feira na AveSui Regiões.
Nutrição e eficiência reprodutiva
Redação SI (11/04/2007) – As interações entre reprodução e nutrição foi o tema da palestra apresentada pelo professor do Departamento de Zootécnica da Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Dalton de Oliveira Fontes, na manhã desta quarta-feira, no Seminário de Suínos da AveSui Regiões.
Segundo Fontes, a correta nutrição de marrãs durante o seu crescimento tem impacto significativo no desenvolvimento reprodutivo das fêmeas. A adoção de um programa nutricional adequado, portanto, ressalta o especialista, é fundamental para assegurar uma reprodução satisfatória. “Os nutrientes obtidos através da alimentação são primeiramente direcionados à sobrevivência do animal, principalmente no que se refere à manutenção celular e à termorregulação. Uma vez supridas às necessidades primordiais, os nutrientes poderão ser utilizados para crescimento e reprodução”, afirma. Quando a nutrição for insuficiente para suprir as necessidades nutricionais dos animais, explica Fontes, sua fertilidade poderá ser afetada.
Programas específicos – Segundo ele, a eficiência reprodutiva está entre as principais metas econômicas de qualquer sistema de produção animal. Na atividade suinícola, ela é representada pelo número de leitões desmamados por porca ao ano. A obtenção de um bom desempenho reprodutivo está diretamente vinculada à execução de um manejo adequado das porcas durante sua vida útil.
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A marrã, enfatiza Fontes, desempenha papel fundamental no sistema produtivo suinícola e merece atenção especial para que possa expressar por completo sua eficiência produtiva e reprodutiva. Para um bom desempenho reprodutivo do plantel, explica o especialista, é essencial conhecer as características fisiológicas das linhas de fêmeas contemporâneas. De acordo com ele, os cuidados com o manejo nutricional das fêmeas devem ser criteriosos. É de suma importância, avalia o especialista, que cada etapa de crescimento disponha de uma nutrição específica e adequada às necessidades das marrãs naquela fase.
De acordo com Fontes, a boa preparação da marrã é um passo decisivo para a definição da sua produtividade quando adulta e durante toda a sua vida útil. Segundo ele, está comprovado que um aparelho reprodutivo maduro, associado a uma correta relação “peso-idade”, no momento da cobertura, influenciam positivamente o tamanho e a qualidade da primeira leitegada e das leitegadas subseqüentes.
Nesse sentido, Fontes defende que os programas de nutrição de marrãs de reposição de linhagens modernas devem ser específicos para essa categoria animal, de modo a atender as suas exigências nutricionais, nas diferentes fases da criação, seja ela, de crescimento, gestação ou lactação. “Parece consenso que a utilização de um mesmo programa de alimentação para terminados de exploração comercial e leitoas de reposição constitui um equívoco e pode comprometer a preparação e a eficiência reprodutiva desses animais. Do mesmo modo, os programas de gestação e lactação devem considerar tais diferenças”, conclui.
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