Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,28 / kg
Soja - Indicador PRR$ 119,94 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,17 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,08 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,85 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,77 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,60 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,52 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,67 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 158,55 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 166,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 183,29 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,18 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,73 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,26 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.173,45 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.086,74 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 175,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 157,65 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 158,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 168,54 / cx

Cuidados especiais e rentabilidade

Baia hospital, recuperação de leitões e aumento da rentabilidade foi o assunto da palestra ministrada pelo pesquisador Nelson Morés, da Embrapa Suínos e Aves, no segundo dia do 13 Congresso da Abraves.

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Redação SI (19/10/2007) – O especialista foi responsável pelo encerramento do Painel sobre Sanidade, realizado na tarde de ontem (18/10), no 13º Congresso da Abraves. Morés falou sobre a eficiência de baias hospital (ou salas hospital) para a recuperação de suínos doentes.

De acordo com o Morés, experiências práticas indicam que a taxa de recuperação pode chegar até 80%, com significativo retorno econômico para o produtor. "Não podemos nos conformar com altas taxas de mortalidade. Sempre há algo que podemos fazer para recuperar suínos doentes e estudos demonstram que a baia hospital pode nos auxiliar nesse sentido”, afirma o especialista.

A baia hospital (também conhecida como sala hospital), explica o Morés, é um local apropriado e separado das outras instalações, destinada a tratar os suínos doentes. Segundo ele, os suínos enfermos sofrem severa competição caso sejam deixados nas mesmas baias que animais sadios. Intimidados, têm dificuldade de ingerir alimentos e água. "Nessas condições, as chances de recuperação são reduzidas", comenta.

Morés explica que suínos doentes e sob estresse, são potenciais excretores de agentes patogênicos, facilitando a disseminação da doença entre os companheiros de baia. A separação destes animais numa sala hospital com menor densidade e ambiente mais confortável, portanto, explica o pesquisador, propicia maiores chances de recuperação e auxilia na prevenção de doenças no rebanho.

 

Prática pouco usual – De acordo com Morés, boa parte das granjas brasileiras não possui baias hospital e as que possuem muitas vezes são inadequadas. “São salas com higiene ruim, sem controle ambiental e garantia de bem-estar”, explica.

Segundo o pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, a sala hospital tem que ser o local mais higiênico e confortável da granja. “Essa sala deve ser livre de correntes de ar, com ambiente térmico que satisfaça às exigências dos animais”, explica Morés. “Deve também permitir a limpeza e desinfecção adequadas das baias e corredores e possibilitar fácil acesso dos suínos à água e alimento, porque ali serão alojados animais doentes, com dificuldades próprias”.

Morés explica que a caixa d”água da sala hospital deve ser exclusiva para esta sala. E que cada baia deve dispor de um bebedouro e um comedouro de fácil acesso pelos suínos. “Os comedouros devem permitir o fornecimento de pequenas quantidades de alimento duas vezes ao dia, para não ficar alimento velho no cocho”, explica.

Nesta instalação, adverte o especialista, algumas questões de biossegurança devem ser atendidas como o uso exclusivo de materiais de limpeza (como pás e vassoura, por exemplo), seringas e agulhas para medicações e calçados para funcionário.

A identificação precoce do animal doente é fundamental para potencializar os resultados da sala hospital. Desta forma é importante saber a horta de retirar os animais doentes e transferi-los para esse tipo de baia.

Suínos comprometidos necessitam ser removidos da baia original tão logo se note que eles estão sendo hostilizados ou agredidos pelos companheiros da baia e sofrem para terem acesso à água ou ração ou à área de descanso.

Morés explica que ao notar algum indício de que um suíno possa estar doente deve-se identifica-lo com bastão marcador, spray ou pelo brinco. E em seguida examiná-lo cuidadosamente, tomando a temperatura retal e verificando a freqüência respiratória com o animal deitado. Com bases nesses exames analisar o ambiente e decidir se ele pode ficar na baia ou se é necessário remove-lo para a sala hospital. “Na sala hospital os suínos devem ser examinados duas vezes ao dia, as baias devem estar secas, limpas, quentes e com boa cama no local de descanso e é recomendável que apenas uma pessoa cuide dessa instalação”, afirma Morés.

Segundo ele, é importante também que a água seja limpa e disponível em bebedouro adequado. A ração deve ser fornecida duas vezes ao dia e em pequenas quantidades. Igualmente importante é manter um sistema de registro das medicações e dos destinos dos animais tratados na baia hospital.

 

Tempo de recuperação – De acordo com Morés, o tempo médio de recuperação de suínos na sala hospital é de quatro dias, embora muitos leitões podem levar de 1 a 3 semanas, dependendo do problema patológico. “Para o sucesso na recuperação dos suínos doentes na sala hospital, além do ambiente adequado a ser fornecido, é essencial seguir orientações de tratamento medicamentoso correto, orientado por veterinário”, afirma o pesquisador.

De acordo com Morés a sala hospital não deve ser vista como um local de depósito de animais doentes, mas sim como local apropriado para recuperação de animais doentes. “Trata-se de uma prática que se levada a sério pode trazer excelentes resultados para o suinocultor”, finaliza.

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