Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,96 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 128,50 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,64 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,52 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,56 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,02 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,05 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,07 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 173,75 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 175,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 191,47 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 192,05 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 164,20 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 186,13 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,24 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,27 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.288,15 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.157,76 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 200,45 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 173,82 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 158,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 175,88 / cx
Congresso

Pesquisa constata que mulheres que atuam no agro são abertas à inovação tecnológica e otimistas em relação ao futuro

Estudo foi divulgado no Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, encerrado nesta quarta (26), em São Paulo, e constatou ainda que 60% das mulheres têm curso superior

Apesar de o agronegócio ser um segmento com predomínio masculino, as mulheres vêm ganhando espaço. As que atuam hoje no setor são mais preparadas, conectadas, comunicativas, abertas à inovação tecnológica e possuem uma visão mais abrangente do negócio. Foi o que revelou uma pesquisa inédita com o título “Mulheres no Agronegócio Brasileiro”, encomendada pela ABAG – Associação Brasileira do Agronegócio e o IEAg – Instituto de Estudos do Agronegócio, realizada pela Fran6 Pesquisa e Biomarketing Consultoria & Agência, viabilizada pelo Transamérica Expo Center e PWC, e que foi divulgada no Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, encerrado nesta quarta (26/10), em São Paulo.

O levantamento, que ouviu 301 mulheres, indicou também que 60% das representantes do sexo feminino que atuam no campo têm curso superior, 25% possuem pós-graduação e, nada menos que 88% são independentes financeiramente. A pesquisa também apontou que 71% das entrevistadas já tiveram alguma experiência de discriminação na atividade pelo fato de ser mulher. Nesse aspecto, entre as principais dificuldades apontadas por elas estão: não serem obedecidas pelos funcionários (43%) e resistência da família quando manifestam interesse pelo negócio (41%). Em relação ao uso de ferramentas da internet, o levantamento apontou que 69% acessa a web todos os dias – na população brasileira o percentual é de 48% – e que 80% delas usam redes sociais.

Em termos de atividades dentro do agronegócio, o estudo encomendado pela ABAG para entender o perfil da produtora brasileira mostrou que se reproduz a mesma dinâmica nacional, com maior presença da mulher na produção de grãos: 48% que atuam no campo estão no segmento de soja; 42% no de milho; 31% em hortifruti; e 13% em arroz. Por atividade, 42% atuam na agricultura; 25% na pecuária; 20% na agropecuária e 13% na agroindústria.

O estudo também destacou alguns aspectos comportamentais. Exemplos: as entrevistadas disseram que não necessitam tocar o negócio da mesma forma que era no passado; acham que podem fazer as coisas de um modo diferente em relação ao anterior; entendem que os benefícios devem gerar bons resultados para proprietários, trabalhadores, meio ambiente, animais e o planeta. Além disso, a maioria (60%) respondeu que as demandas do trabalho no campo não interferem na vida pessoal. Outro dado comportamental é que as mulheres que atuam no agronegócio são otimistas em relação ao futuro. Na agricultura, o percentual das otimistas chega a 85% e na pecuária alcança a casa de 97%, superando em muito a média dos brasileiros otimistas, que não passa de 58%.

Após a apresentação da pesquisa, Luiz Cornacchioni, diretor-executivo da ABAG, que fez uma apresentação na abertura do Congresso, salientou que a entidade já prepara uma segunda edição da pesquisa sobre o perfil das mulheres no agronegócio para ser feita em 2017.

 

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