Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,73 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 151,89 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 157,42 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,23 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,90 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,86 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,91 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 129,18 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 129,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 139,61 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 121,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,81 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,24 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,26 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.571,30 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.500,74 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 127,79 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 136,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
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Carnes

Desafios da produção de carnes

O engenheiro agrônomo e presidente executivo do Grupo Agroceres, Fernando Pereira, alerta sobre desafios que impactam na competitividade da carne brasileira.

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Desafios da produção de carnes

Infraestrutura, qualificação de mão-de-obra, sistema tributário e a sobrevalorização do câmbio foram destacados entre os principais desafios da indústria de proteína animal no Brasil pelo engenheiro agrônomo e presidente executivo do Grupo Agroceres, Fernando Pereira, durante a palestra “Os desafios da competitividade da suinocultura e avicultura brasileira”, ministrada no painel conjuntural de mercado da AveSui em Florianópolis.

“Enfrentamos um inconcebível déficit de infraestrutura, temos um sistema tributário irracional, uma burocracia arcaica e um câmbio sobrevalorizado. E mesmo com todos estes fatores, conseguimos nos manter competitivos graças a nossa eficiência produtiva, à capacidade de gestão do nosso empresariado, a disponibilidade de recursos naturais e aos altos preços internacionais das commodities agrícolas”, disse o especialista. Ele acredita também que o processo de consolidação das agroindústrias brasileiras continuará ocorrendo nos próximos anos.

O custo da mão-de-obra
Outra barreira para a competitividade brasileira no mercado internacional é a baixa qualificação, a escassez e o aumento no custo da mão-de-obra. “É importante pensarmos em partir para uso menos intensivo de mão-de-obra através de mudanças em processos de produção e maior automação. Para isso temos boas oportunidades de benchmarking na avicultura e suinocultura dos Estados Unidos”, afirmou Pereira.

O executivo acrescenta que este cenário deve forçar um aperfeiçoamento da gestão. “As empresas terão que rever seus planos de qualificação interna, melhorando-os e ampliando-os. E isto é também essencial para romper novas barreiras de ganhos de eficiência na produção, pois uma melhoria do que já é bom só se consegue com pessoal de qualidade diferenciada.”

Cenário
A volatilidade nos preços das commodities deve continuar elevada. Há também fortes indícios de que o custo dos grãos usados na produção de rações pode permanecer elevado por um tempo mais longo. Por sua vez é também bastante provável que os preços das proteínas de origem animal continuarão mais elevados do que seus valores históricos. As cadeias produtivas de aves e suínos precisam se adaptar a essa realidade em que os grãos se tornaram ativos financeiros atrativos para fundos de investimentos, disse o executivo.

Contudo, o especialista aposta na tendência de aumento no consumo de carnes no Brasil e no mundo, pois é sabido que aumento de renda, como vem ocorrendo nos países em desenvolvimento, resulta em maior aumento de consumo de proteínas do que de carboidratos. Este cenário deve levar a uma sustentação dos preços dos alimentos em todo o mundo, destacou o especialista.

Neste contexto, o executivo prevê uma transformação estrutural das cadeias produtivas de aves e suínos, no Brasil, com acirramento da concorrência, mudanças nos modelos atuais de gestão, exigências crescentes e diferenciadas pelos clientes e agregação mais acirrada de tecnologias.

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