A valorização é impulsionada por vendas significativas para a China, segundo o jornal Financial Times.
Soja e milho sobem em Chicago devido a incerteza climática e safra nos EUA

Os contratos futuros de soja registram alta de 0,80% na abertura da sessão da bolsa de Chicago nesta terça-feira (18), com papéis com vencimento para julho cotados a US$ 11,67 por bushel.
A valorização é impulsionada por vendas significativas para a China, segundo o jornal Financial Times. Além disso, expectativas de menor oferta e uma previsão climática que sugere condições adversas para o plantio nos Estados Unidos contribuíram para a elevação dos preços, como apontam analistas do Trading Charts.
O plantio de soja nos Estados Unidos alcançou 93% da área até o último domingo, disse hoje o Departamento de Agricultura do país (USDA). Os trabalhos avançaram seis pontos percentuais em uma semana, e estão atrasados na comparação com os 97% plantados no mesmo período do ano passado. No entanto, em relação à média dos últimos cinco anos, o ritmo de plantio é de 91%, segundo o USDA.
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As cotações também sofrem influência dos dados mais positivos sobre os estoques de petróleo da Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA (Nopa). A esmagamento de maio, segundo a entidade, foi de 183,63 milhões de bushels, 5 milhões de bushels mais forte do que o esperado pelo comércio e um recorde para o mês. Os estoques de óleo de soja chegaram a 1,723 bilhão de libras, bem abaixo das estimativas comerciais e dos 1,832 bilhão de libras recentemente revisados de abril, informa o boletim do Barchart.
Milho
Os preços do milho para os lotes com vencimento em julho também sobem 1,07%, cotados em US$ 4,4850 por bushel, refletindo uma recuperação após atingir um ponto baixo de seis semanas. Esse movimento de alta é atribuído às incertezas quanto ao plantio e rendimento da safra de 2024 nos Estados Unidos, bem como às preocupações climáticas.
O relatório semanal de progresso da safra mostrou que as condições boas/excelentes para a safra de milho dos EUA caíram 2 pontos percentuais, para 74%, e as expectativas eram de uma queda de 1 ponto percentual.
As projeções do relatório WASDE (World Agricultural Supply and Demand Estimates) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que revisaram para cima os estoques iniciais e finais do milho, também influenciaam positivamente os preços, conforma analisa o site internacional Trading Charts .
Os contratos futuros de trigo, por outro lado, caem 0,17%, próximos de provocar uma estabilidade em relação aos preços da véspera, cotados a US$ 5,9075 por bushel. A pressão descendente pode ser atribuída à melhora nas condições climáticas na Europa, que beneficia as safras locais, e a um aumento nas exportações da Rússia, que tem disponibilizado maiores quantidades no mercado global, aumentando a oferta e reduzindo os preços, sem alterações nos fundamentos.





















