Milho: demanda aquecida impulsiona cotações

O mercado brasileiro de milho está em ebulição, com as cotações em franca ascensão, conforme apontam levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A valorização do grão é reflexo de uma combinação de fatores, incluindo a retração de vendedores e o aquecimento da demanda.
Pesquisadores do Cepea explicam que o principal suporte para o aumento dos preços do milho vem da retração de vendedores, que estão concentrados nos trabalhos de campo, como a colheita da safra de verão e a semeadura da segunda safra. Essa menor oferta de milho no mercado, aliada à demanda aquecida, impulsiona as cotações para cima.
A demanda pelo grão está aquecida, com parte dos consumidores buscando recompor os estoques, ainda conforme o Centro de Pesquisas. A necessidade de garantir o abastecimento em um cenário de menor oferta pressiona os compradores a oferecerem preços mais altos, contribuindo para a valorização do milho.
Leia também no Agrimídia:
- •LCAs lideram financiamento privado do agronegócio
- •Goiás registra superávit de US$ 305 milhões na balança comercial em janeiro de 2026
- •Brasil sedia nova rodada de negociações do acordo Mercosul–Canadá
- •Redução da jornada pode gerar impacto de R$ 10,8 bilhões por ano às cooperativas de SC, segundo OCESC
Na semana passada, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (base Campinas – SP), que serve de referência para o mercado, voltou a se aproximar dos R$ 75 por saca de 60 kg. Esse valor representa um aumento significativo em relação às semanas anteriores e indica a força do mercado de milho no Brasil.
Diante desse cenário, produtores de milho podem aproveitar o momento de alta para negociar seus estoques e obter melhores preços pelo produto. No entanto, é importante acompanhar de perto as dinâmicas do mercado, pois a oferta e a demanda podem se ajustar rapidamente, impactando as cotações.
Fonte: Cepea





















