Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 69,20 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 153,90 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,27 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,13 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,21 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,24 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,51 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 133,05 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 147,25 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 124,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,28 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.536,73 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.447,51 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 126,99 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 143,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 157,69 / cx
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Produção de milho será insuficiente

A falta de milho ocorrerá em pontos específicos do País, afetando principalmente as regiões Nordeste e Sul.

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Da Redação 06/11/2002 – Governo e empresários estão certos de que será necessário importar milho para suprir escassez do produto em janeiro, uma vez que a produção brasileira da safra passada já é considerada insuficiente para atender à demanda e o plantio da safra 2002/03 está atrasado devido à estiagem. A falta de milho, porém, ocorrerá em pontos específicos do País, afetando principalmente as regiões Nordeste e Sul, e somente a partir da segunda metade de janeiro.

O titular da Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Célio Porto, discutiu ontem em Brasília o problema com representantes do setor privado e autoridades das regiões onde a falta de milho causará impactos mais fortes.

Plantio atrasado

“A única saída é a importação”, disse o secretário de Agricultura do Rio Grande do Sul, José Hermeto Hoffmann, admitindo que o plantio de milho em terras gaúchas já está atrasado e que isso prejudicará o cultivo do milho safrinha.

O Ministério da Agricultura trabalha com a hipótese de pequeno desabastecimento no final de janeiro e reequilíbrio da oferta a partir de fevereiro, quando deve começar a colheita da nova safra. O déficit no abastecimento de milho é estimado entre 1 milhão e 1,5 milhão de toneladas.

Dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento indicam que a produção de milho de 36 milhões de toneladas é insuficiente para atender à completa demanda da indústria de aves e suínos, que cresceu 11% este ano, na comparação com igual período do ano passado.

A restrição na oferta de milho no mercado já causou impacto nos preços. Hoje, a saca com 60 quilos do produto está sendo negociada por valor entre R$ 25 e R$ 27, segundo informações dos técnicos do ministério.

Célio Porto admite que a alternativa é a importação, mas alerta que é preciso obter no mercado internacional milho que não seja geneticamente modificado, uma vez que o consumo de variedades transgênicas de grãos, no Brasil, está sob questionamento na Justiça. Os possíveis fornecedores de milho tradicional seriam China, Paraguai e Argentina.

Iniciativa privada

O Ministério da Agricultura, porém, não pretende realizar importações, deixando tal tarefa – caso considerada realmente necessária pelos produtores – ao setor privado. Segundo Célio Porto, a medida que está sendo estudada é lançar contratos de opção para estimular o cultivo de outro grão, o sorgo, na safrinha, em substituição ao milho. O sorgo é uma cultura com produtividade um pouco mais baixa que a do milho, porém de cultivo mais rústico, e poderia suprir a demanda da indústria de aves e suínos.

Variedade certificada

É praticamente certo, porém, que ao exigir variedade não-transgênica certificada, o comprador brasileiro terá de pagar aproximadamente 10% a mais que os preços internacionais, segundo informação do secretário de Agricultura do Rio Grande do Sul.

Hoffmann criticou a condução da política agrícola, que não incentivou a formação de estoques e permitiu a exportação de 2,2 milhões de toneladas de milho somente este ano. Dessa forma, considerando uma cotação do dólar de R$ 2,70 por real, o preço de cada saca poderia atingir R$ 30.

 

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