Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,94 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,61 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,99 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,16 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,45 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,20 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 140,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 153,04 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 152,41 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,95 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,00 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,34 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,35 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.453,63 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.355,88 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,14 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,54 / cx
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Dólar baixo prejudica produtor

Quem tem a soja nas mãos está mais resistente às vendas e aposta em uma recuperação de preços.

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Da Redação 06/05/2003 – A constante oscilação do dólar para baixo está retraindo o mercado de comercialização da soja disponível e põe em risco a receita dos produtores que firmaram contratos de vendas futuras na moeda norte-americana. Quem tem o grão nas mãos está mais resistente às vendas e aposta em uma recuperação de preços, sem especular prazos.

A situação é um contraponto a realidade do mercado. Em 2003 a soja está alcançando a melhor cotação dos últimos cinco anos. Se compararmos a cotação da saca (60 quilos) em abril do ano passado, que obteve média de R$ 18, para o mesmo volume comercializado ontem em Rondonópolis – R$ 32 – há um incremento de valores superior a 65%.

Animados pela supervalorização do dólar a partir do quarto trimestre de 2002, produtores expandiram em cerca de 12% as áreas de cultivo em Mato Grosso e apostaram na venda antecipada e hoje sentem os reflexos da paridade do real frente ao dólar.

O analista de mercado da Única Corretora, Ovídio Girardello, confirma a lentidão do mercado, mas resume bem a situação. Em sua análise, ele chama a atenção para os valores estimados e os que estão confirmados no mercado atual.

“Entre outubro e novembro do ano passado tínhamos um dólar a cerca de R$ 3,80 e a saca cotada (em média) no Estado a US$ 8,75. Resultado, um valor de venda de R$ 33,25. Em valores atuais, com a saca mantendo o mesmo preço em dólar, e com câmbio no Brasil a R$ 3, a mesma soja está custando R$ 26,20”, explica o analista.

Outra observação de Girardello é de que a situação pesa para o produtor, porque no final do ano passado os preços dos insumos sofreram a influencia da disparada do dólar e todos tiveram que pagar por isso. “Agora na hora de vender, o ajuste de mercado não é o mesmo”, destaca.

O analista de mercado da Lucra Corretora, em Cuiabá, Geraldo Ornellas, observa que muitos sojicultores comprometeram sua safra mais do que o recomendado – que é de 30% para o custeio da lavoura – e agora poucos possuem a matéria-prima nas mãos. “Mais de 80% da safra 2002/03 já está comercializada, restando apenas cerca de 20% para ser vendido”, exclama.

O produtor e vice-presidente do Sindicato Rural de Sorriso, Sadi Beledelli, reitera o comportamento de mercado. “Se hoje temos que fazer a entrega da soja, vale o dólar atual e não aquele que estava em alta no mercado a meses atrás, quando o contrato foi firmado. Se com a venda futura estamos alcançando valores de cerca de R$ 24, o mercado está pagando R$ 27. O valor da saca em dólar é o mesmo, a mudança está no preço em real”.

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