Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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O novo cenário da soja

Brasil e Argentina suprem aumento da demanda. Produção norte-americana fica estável.

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Da Redação 09/06/2003 – Há uma nova formação no cenário mundial da soja e o Brasil ganha força no mercado – informou esta semana o especialista em análise de commodities, Fernando Muraro, da Agência Rural, de Curitiba (PR). Em palestra no Sindicato Rural de Cambé, o técnico garantiu que o aumento de área e, consequente aumento da oferta na próxima safra, não significa que o mercado venha a praticar preços menores. Pelo contrário, a soja manterá sua rentabilidade e liquidez – afirmou. E deve manter o patamar de preços em dólares.

Frisando que o mercado da soja é regido pelo câmbio, o técnico afirma que houve um significativo aumento da demanda da soja nos últimos anos que foi ocupado pelo Brasil e Argentina. Os Estados Unidos, apesar do aumento da demanda, manteve sua produção e oferta, não aproveitando a fase histórica do comércio mundial. Ao contrário do Brasil, os EUA chegaram no limite de sua produtividade.

De 1997/98 para cá a produção mundial da soja – em números aproximados – saltou de 158 milhões de toneladas para 194 milhões de t, um aumento de cerca de 36 milhões de t. O consumo, no mesmo período saltou de 150 milhões de t para 195 milhões de toneladas (+45 milhões de t).

O crescimento do consumo se dá em velocidade superior ao crescimento da produção. Isto faz com que o mercado permaneça firme, apesar da supersafra brasileira esperada para o ano que vem.

””O mais importante é observar que o crescimento da produção ocorre em cima das safras brasileira e Argentina””, frisou o especialista.

Números históricos – O Brasil sai de 31 milhões de t, naquele ano, para 49 milhões de t na última safra. A Argentina sai de 20 milhões de t para 35 milhões; o Paraguai, de 3 milhões para 4 milhões de t. E os Estados Unidos? Os EUA, no mesmo período, mantém sua produção em torno de 74 milhões de toneladas.

O que Fernando Muraro chama de ””nova formação”” de preços é o fato de a América do Sul, pela primeira vez na história, está produzindo mais soja que os EUA. É interessante entender o seguinte: a safra sul-americana colhida agora, de 90 milhões de t supera a norte-americana, de não mais que 75 milhões de t. E ultrapassa, de imediato, com uma vantagem de 15 milhões de t.

Outro ponto é a situação dos estoques norte-americanos: estão muito baixos, cerca de 3,6 milhões de toneladas. Situação igual só a de 1997/97. Os preços internos responderam imediatamente.

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