Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 71,06 / kg
Soja - Indicador PR R$ 151,68 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,14 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,16 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,78 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 140,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,98 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 152,40 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 148,07 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,52 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,54 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.456,52 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.359,38 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,14 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,54 / cx
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Área de milho fica reduzida até o limite

Na safra passada, a rentabilidade do milho foi 50% inferior à da oleaginosa.

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Da Redação 20/10/2003 – 03h30 – A troca do milho pela soja tem um limite. Os produtores do ABC paranaense (região das cooperativas Arapoti, Batavo e Castrolanda), que detêm 210 mil hectares e registram produtividade 43,5% acima da média estadual com a sojicultura, estão seguindo orientações técnicas que desaconselham a redução da cultura do milho a áreas inferiores a um terço da lavoura.

O Paraná é o maior produtor nacional de milho, e mesmo com a redução de 9,8% da área de plantio na safra 2003/2004, não perderá a posição de líder.

“A rotatividade de culturas é que garante a produtividade. Reduzir o milho a menos de 33% é uma aventura. A soja rende até 500 quilos a mais por hectare quando é plantada em áreas que, na safra anterior, foram dedicadas ao milho”, afirma o produtor Artur Valdemar Mittelstedt, de Tibagi. Ele decidiu reservar para o milho um terço da lavoura de 1,7 mil hectares que administra. A soja ficou com 55% e o feijão com aproximadamente 10%.

Os produtores acreditam que o milho quebra o ciclo de doenças do solo e aniquila pragas como insetos. Os insumos usados para a produção desta cultura preparam o solo também para a produção de soja. Quando a soja é cultivada por duas safras numa mesma área, a rentabilidade cai em até 10%.

A própria preferência pela soja acaba favorecendo a produção de milho, avalia o presidente da Fundação ABC, instituição de pesquisas que orienta os produtores, Willen Bouwman. “Haverá menos milho em estoque, e os preços tendem a subir”, considera. Ele conta que, nos 2,5 mil hectares que ajuda a administrar, o milho terá 35% do espaço.

A rentabilidade da soja foi bem superior à do milho na última safra. Quem colheu o equivalente à média estadual (2,8 toneladas de soja ou 3,7 toneladas de milho, por hectare) teve rendimento 50% menor com o milho. Cada hectare de soja rendeu cerca de R$ 2 mil.

Na avaliação de Bouwman, apesar de a rentabilidade da soja ser maior, os produtores estão menos afobados. Ele diz acreditar que o mercado internacional está deixando de ditar as regras para o Brasil. Com o crescimento da produção nacional, o país estaria firmando sua autonomia produtiva, apesar de os preços continuarem atrelados a bolsas como a de Chicago, observa

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