Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,58 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 154,35 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 160,90 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,84 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,18 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,44 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,33 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,28 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 133,11 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 144,04 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 124,06 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.538,31 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 155,66 / cx
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Cotações do milho em queda no Brasil

Preços do grão no mercado interno registram, em outubro, a menor média mensal desde setembro de 2002.

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Da Redação 27/10/2004 – Os preços do milho no mercado interno registram, em outubro, a menor média mensal desde setembro de 2002. Segundo a Safras & Mercado, a saca de 60 quilos está saindo, em média, por R$ 15 no Centro-Sul, 8,76% abaixo da média de outubro de 2003. Em setembro de 2002, a média foi de R$ 14,50.

Segundo Paulo Molinari, analista da Safras, a queda deve-se ao excesso de oferta do grão no mercado físico e às dificuldades para o produtor obter crédito agrícola. “Muitos produtores seguram a soja à espera de preços melhores e vendem o milho para girar capital para financiar o plantio”.

Segundo Molinari, outro fator que exerce influência é a queda dos preços do milho na bolsa de Chicago, devido à previsão feita pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), de produção recorde naquele país, estimada em 294,99 milhões de toneladas.

Leonardo Sologuren, sócio-diretor da Céleres, observa que desde a divulgação do primeiro levantamento do USDA, em agosto, as cotações do milho recuaram, em média 30% em Chicago. Ontem, a notícia de aumento das exportações americanas na última semana estimulou os especuladores a aumentarem as compras e os contratos com vencimento em dezembro fecharam em alta de 1,50 centavos de dólar, a US$ 2,06 por bushel.

A queda nas cotações ao longo do ano dificulta a competitividade do Brasil no mercado externo. Sologuren lembra que o preço da saca exportada via Paranaguá, que chegou a sair a R$ 22 no início do ano, teria de ser embarcada, agora, a R$ 16 (o equivalente a US$ 90 por tonelada) para ser competitiva no mercado externo. Fernando Muraro, analista da Agência Rural, diz que o câmbio abaixo de R$ 3 também dificulta a exportação de milho brasileiro.

Por conta desses fatores, alguns analistas trabalham com perspectiva de redução das exportações de milho no próximo ano, para volumes entre 2,8 e 3,7 milhões de toneladas, ante as 4,5 milhões previstas para este ano.

Para Molinari, os preços em queda, associados ao aumento dos custos de produção, desestimulam a decisão de plantio para a próxima safra de verão. Até o fim de setembro, as vendas de sementes tinham recuado 40% no Mato Grosso, 30% em Goiás e no Mato Grosso do Sul e 20% em São Paulo e em Minas Gerais, comparados ao mesmo período de 2003. O analista diz que o custo de produção subiu em média 6%, para R$ 13 por saca.

Para 2004/05, a Safras prevê redução de 0,3% da área total, para 6,03 milhões de hectares, e produção 1% maior, de 41,4 milhões de toneladas. O consumo deve crescer 2%, para 37,4 milhões de toneladas, puxado pela maior demanda dos setores de aves e suínos.

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