Falta de armazém faz produtor comprar silos-bolsas de plásticos, que duram uma safra.
Cresce demanda por silo temporário
Da Redação 28/03/2005 – A falta de armazenagem no País está fazendo com que os produtores improvisem a guarda dos grãos. E, nisso, surge um novo filão de mercado: os silos-bolsas. Espécies de armazéns plásticos (recicláveis), com capacidade de depósito de 180 toneladas e durabilidade média de 18 meses. Os chamados “salsichões” são invenções dos argentinos e parte do mercado nacional é abastecida pelos produtos importados.
Estima-se que existam no País cinco empresas distribuidoras com seis mil bolsas instaladas, responsáveis pelo armazenamento de 1 milhão de toneladas de grãos ou cerca de 1% da safra nacional. Em cinco anos, acredita-se que serão 100 mil silos, equivalentes a 18 milhões de toneladas.
Na Argentina, são 110 mil salsichões, que guardam aproximadamente um quarto da produção – 19,8 milhões de toneladas. Há dois anos, o produtor Roberto Abrahim, de Araguari (MG), guardava seus grãos de forma improvisada: em lonas. “Corria o risco de perda da produção devido às intempéries climáticas”, diz. Foi quando descobriu os silos-bolsas. Na safra atual, comprou nove salsichões para armazenar milho. Ele estima que gaste, com a modalidade, R$ 0,70 por saca. O que, para Abrahim, é econômico, pois apenas o frete até o graneleiro mais próximo custa R$ 1 por saca. “E ter um graneleiro próprio é muito caro”, diz.
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