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Brasil perde disputa pelo mercado de soja chinês

EUA e Argentina avançam; ritmo de embarque brasileiro cai.

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Da Redação 17/06/2005 – O Brasil está perdendo a disputa pelo mercado de soja da China para os Estados Unidos e para a Argentina. A recuperação na produção americana após dois anos de perdas, a “safra cheia” na Argentina, a quebra na safra e o comportamento do câmbio no Brasil este ano explicam a “derrota”, segundo analistas.

Levantamento da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) mostra redução no ritmo dos embarques este ano, um reflexo desse cenário. Até maio deste ano, segundo a Anec, o país embarcou 2,832 milhões de toneladas de soja grão para o mercado chinês contra 3,787 milhões em igual período de 2004. Outro levantamento, de uma trading multinacional, indica que até 10 de junho foram embarcadas 3,312 milhões de toneladas para a China. O número era de 4,161 milhões no mesmo intervalo de 2004.

Esse quadro de menor apetite chinês pelo produto do Brasil deve reduzir o peso da exportações para a China nas vendas globais do grão brasileiro. Na contramão, deve ganhar importância para Estados Unidos e Argentina. Conforme projeção do Instituto FNP, os embarques de soja para a China este ano devem alcançar 5,5 milhões de toneladas ante 6,1 milhões de toneladas em 2004. Daniel Dias, analista da FNP, observa que o número previsto para este ano corresponde a 28,9% das exportações totais brasileiras de soja. Esse percentual chegou a 32% ano passado.

Já as vendas americanas de soja para a China devem atingir 12 milhões de toneladas, 39% dos embarques totais do país. Ano passado, quando os EUA exportaram 9 milhões de toneladas do produto para o mercado chinês, o percentual ficou em 33%. No caso da Argentina, o peso da China em seus embarques de soja grão deve se manter em 57%. Foram 4,3 milhões em 2004 e devem chegar a 4,7 milhões este ano, segundo a FNP. “O Brasil está patinando”, afirma Dias.

Seneri Paludo, da Agência Rural, observa que a China já é tradicional compradora de soja nos Estados Unidos e só foi buscar o produto em outros países em 2004 porque a oferta nos EUA era menor devido à quebra da safra. Dias concorda e nota que o principal atrativo para a China comprar soja no mercado americano são as menores distâncias, que reduzem os fretes. Segundo ele, atualmente o frete marítimo entre China e EUA é US$ 6 por tonelada menor do que entre o trajeto China-Brasil.

A Argentina também ficou mais atraente em relação ao Brasil para os importadores chineses por um motivo simples: preços mais baixos em ano de safra cheia. “No mês de abril, a Argentina estava conseguindo colocar soja por um preço mais baixo que o Brasil na China. Enquanto o prêmio brasileiro era zero, o da soja argentina era de menos 20 em relação a Chicago”, afirma. Isso ocorreu, explica, porque a seca, que quebrou a safra, reduziu a oferta brasileira. Levantamento da Agência Rural mostra que em 19 de abril passado, por exemplo, a soja em Paranaguá estava em US$ 227,60 por tonelada ante US$ 216,60 para o produto argentino.

Analistas também apontam como responsável pelo menor ritmo nos embarques o comportamento do produtor brasileiro, que estava segurando as vendas até duas semanas atrás, quando os preços da soja voltaram a subir em Chicago.

De acordo com Antonio Sartori, da Brasoja, a desvalorização do dólar em relação ao real fez os produtores segurarem as vendas de soja. “O agricultor comprou insumos com um dólar mais alto e não quer vender soja com o dólar mais baixo”, argumenta Jack Scoville, da Price Futures Group.

A situação é mais vantajosa para a Argentina nesse quesito, diz Seneri Paludo, da Agência Rural, já que o peso está mais desvalorizado em relação ao dólar que o real, o que estimula as exportações argentinas. Conforme apurou o Valor Data, um dólar equivale a 2,873 pesos argentinos e a R$ 2,4161.

Apesar do quadro pouco favorável para a soja brasileira até agora no mercado chinês, a Anec acredita que as exportações do produto para aquele país devem se manter em cerca de 6 milhões de toneladas. Ou seja, que o ritmo dos embarques será retomado no segundo semestre. Renato Sayeg, da Tetras Corretora, também vê um quadro parecido com o do ano passado em relação ao mercado chinês, o que é negativo em sua avaliação, visto EUA e Argentina devem seguir crescendo na China.

Tudo dependerá, no entanto, da demanda por soja do país. A previsão é de alta (ver quadro), mas rumores no mercado indicam que a China tenta adiar as compras já que suas margens de esmagamento estão sendo afetadas por conta da gripe aviária e dos casos de aftosa, que reduzem a demanda por farelo de soja para ração.

Para Celso Carlos do Santos Júnior, superintendente comercial e industrial da Cocamar, “a situação no Brasil hoje permite que a enorme safra americana seja escoada”. Cauteloso, ele sugere que os produtores devem fazer vendas escalonadas da soja e não segurar a produção – como vinham fazendo – para evitar eventuais quedas de preços no futuro. “O produtor terá de vender em algum momento”.

E parece que esse momento já começou para alguns. De acordo com Daniel Dias, da FNP, nas duas últimas semanas, as altas em Chicago – por causa do clima adverso em algumas regiões produtoras do Estados Unidos e da ferrugem asiática – aceleraram o ritmo das negociações. Ele estima que tenham sido comercializadas 75% a 80% da safra de soja, pouco menos que no mesmo período de 2004.

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