Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 66,77 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 152,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 158,52 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,67 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,43 / kg
Suíno - Estadual MG ↓ R$ 6,47 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,42 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,60 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,64 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 138,26 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 139,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 153,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 155,16 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 129,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 144,05 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,09 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,10 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.572,66 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.454,93 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 158,58 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 133,76 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 142,65 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 153,79 / cx

Complexo soja

Alta da cotação do grão no exterior acelera a venda da safra brasileira.

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Da Redação 22/06/2005 – A recuperação das cotações internacionais da soja nas últimas semanas, embalada pelo clima adverso às lavouras em algumas áreas do Meio-Oeste americano, acelerou o até então letárgico ritmo de comercialização da safra brasileira, que agora começa a caminhar para a reta final.

Ainda que com números divergentes, este avanço no Brasil foi constatado pelas principais consultorias e corretoras que acompanham o mercado. Nas contas da Tetras Corretora, por exemplo, com a recente disparada 57% da produção da safra 2004/05 já foi comercializada, ante percentual de 45% a 47% há 30 dias. Em meados de junho de 2004, segundo a empresa, 67,7% da safra 2003/04 havia sido vendida, nível médio também dos ciclos anteriores.

Renato Sayeg, da Tetras, afirma que a recuperação das cotações internacionais deflagrou um movimento que teria de acontecer de qualquer forma antes de setembro, quando começa a chegar ao mercado externo a produção da safra 2005/06 dos EUA, que está em fase final de plantio. “Não fosse o câmbio desfavorável às exportações, o percentual brasileiro poderia estar mais próximo da média”.

Daniel Dias, do Instituto FNP, destaca que a comercialização avançou também em virtude da necessidade de venda por parte do produtor, que precisa começar a comprar insumos para o plantio da safra 2005/06. “O produtor se deu conta de que o governo não vai fazer muito mais do que já fez”, disse, referindo-se às medidas anunciadas para a renegociação de dívidas.

Pelas estimativas de Dias, a comercialização da safra está em cerca de 80%, 10 pontos percentuais a mais que na semana passada. Em igual período de 2004, disse, o nível estava em 90%. O ritmo do ano passado era mais acelerado, afirmou, porque a soja havia alcançado preços recordes.

Daniel Dias afirmou que as altas verificadas em Chicago por conta das preocupações com o clima não foram repassadas em sua totalidade para o preço da soja brasileira, que registra até prêmio negativo em Paranaguá. Em 1 de junho, o prêmio era de 11 pontos para o contrato de agosto. Na segunda-feira, ficou em 20 pontos negativos para o mesmo contrato. “Isso mostra que há necessidade de venda e que a sobreoferta de soja no mercado mundial é grande”, disse.

A aceleração da comercialização também aparece no balanço de registros de exportação da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). De 31 de maio a 15 de junho, os registros, no caso do grão, somaram 2,294 milhões de toneladas, ante 485 mil de igual intervalo de 2004. No caso do farelo, foram 831 mil toneladas a mais, e no do óleo, 161 mil. Conforme a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), os registros do complexo como um todo ainda estão atrasados em relação a 2004, mas já adiantados na comparação com os anos anteriores.

Em tempo: ontem, em Chicago, os contratos do grão com vencimento em agosto (que atualmente ocupam a segunda posição de entrega na bolsa) fecharam em queda de 5,50 centavos de dólar por bushel (0,74%), após uma sequência de fortes valorizações. Em junho, os ganhos acumulados chegam a 8,44%; em 2005, a 35,04%, segundo cálculos do Valor Data.

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