Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,29 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,89 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,86 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,26 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,59 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,71 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,69 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 133,21 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 148,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 149,07 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,52 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.510,24 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.400,50 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,22 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 141,41 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Milho ocupa espaço na safrinha em MT

Enquanto a sojicultura vai enfrentando problemas de produtividade e rentabilidade, clima chuvoso seduz produtores mato-grossenses.

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Redação (18/04/06)- Mesmo sob crise financeira e dos preços baixos para a maioria dos produtos agrícolas produzidos no Estado, o último levantamento de safra, realizado na semana passada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea), da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Famato), aponta para um crescimento na área de plantio de milho safrinha (2 safra) em algumas regiões mato-grossenses. Em Sapezal (460 quilômetros ao Noroeste de Cuiabá) o aumento deverá ser de cerca de 5%. Em Nova Ubiratan (a mais de 500 quilômetros da Capital) o aumento chega a 100% na área destinada à cultura.

Se por um lado a crise na soja devido à baixa produtividade e os baixos preços de comercialização para a commodity desanimam o produtor, por outro, o clima propício ao plantio de milho no mês de fevereiro e março — chuvoso — levaram muitos produtores a aumentar a área de plantio de milho para fazer caixa frente à escassez de recursos no Estado.

De acordo com a superintendente do Imea, Rosimeire Cristina dos Santos, a justificativa para a maioria dos produtores é de que, em função da falta de perspectivas melhores para a soja e clima propenso ao desenvolvimento do milho, essa opção serve como um contraponto neste momento de crise. O milho poderá gerar renda extra, volume que será aplicado na liquidação das despesas da sojicultura e também para a possível compra de insumos para nova safra (06/07).

Em Campos de Júlio (552 quilômetros ao Noroeste de Cuiabá), no entanto, estima-se uma pequena redução em função do aumento da área destinada ao plantio de feijão e girassol. A utilização do biodiesel como substituto direto do óleo diesel têm estimulado a produção desta cultura em detrimento do milho.

De maneira geral, as estimativas da safra 05/06 de milho para Mato Grosso, de acordo com o Imea, apontam para redução de área e produção. Para a segunda safra, ou safrinha, os números são os seguintes: redução de 11,9% na área plantada que sai de 914 mil hectares (ha) para 805 mil/ha e queda de 10,3 na produção do grão, que deverá somar cerca de 2,6 milhões de toneladas (t), contra 2,9 milhões da safra passada.

RELAÇÃO DE TROCA

Como em outros anos, o plantio de milho é feito principalmente via pacotes com as revendedoras de insumos. Algumas multinacionais compradoras de grãos faziam o pacote com defensivos e fertilizantes. Este ano, a maioria dos pacotes está sendo feita diretamente com as revendas de defensivos. A tecnologia empregada é menor. A produtividade, entretanto, poderá ser superior em função das condições climáticas favoráveis, diferentemente do ano passado, quando a estiagem ocorrida a partir do período de desenvolvimento da lavoura prejudicou diversos municípios, reduzindo a produtividade média.

PREÇOS

O preço da saca de 60 quilos (kg) continua sem grandes alterações. Em Tangará da Serra (242 quilômetros ao Médio Norte de Cuiabá), o preço subiu R$ 0,20 no início da semana passada e permaneceu a R$ 10. Em Lucas do Rio Verde (360 quilômetros ao Médio Norte de Cuiabá) o preço iniciou a semana em queda, mas reverteu e fechou a semana cotada a R$ 9,30 a saca. Em Diamantino (209 quilômetros ao Médio Norte de Cuiabá) também foi registrado um leve aumento na cotação no início da semana passada.

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