Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,27 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 146,69 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 152,41 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,48 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,02 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 129,09 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 131,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 141,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 143,17 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 121,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,27 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.560,32 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.473,40 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,33 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,21 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
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Ferrugem asiática causa perda de US$ 1,7 bilhão

Para evitar futuras perdas, estados como Mato Grosso e Goiás estão restringindo o plantio de soja de inverno.

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Redação (20/04/06)- A maior responsável pela quebra da safra de soja 2005/06 não é o clima, mas o fungo da ferrugem asiática. De acordo com estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Soja), obtido com exclusividade, a doença provocou perdas de US$ 1,7 bilhão, a maior desde o surgimento da doença, na safra 2001/02. Para evitar futuras perdas, estados como Mato Grosso e Goiás estão restringindo o plantio de soja de inverno, a safrinha, considerada depositário do fungo.

“Quando pensávamos que a doença tinha sido derrotada, ela voltou com força e ganhou contornos de epidemia, atingindo até 80% da área cultivada em todo o País”, diz a pesquisadora Cláudia Godoy, da Embrapa Soja, que ao lado de Antonio Carlos Roessing calculou o levantamento das perdas.

Para realizar o cálculo, a Embrapa utilizou dados de produção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e informações da equipe de fitopatologistas do centro de pesquisa. “A Conab estima que a safra de soja teve quebra de 4,25%. Estimamos que 2,5% disso possa ser credito à ferrugem e o restante a problemas climáticos”, diz.

Ao contrário dos primeiros anos do aparecimento da doença, em que chegou a faltar fungicida, este não foi o problema deste ano. “Os sojicultores erraram o ponto de aplicação e, como as plantas já estavam mais debilitadas em razão do menor uso de fertilizantes, o ataque do fungo foi rápido”.

Os estados mais atingidos foram os do Centro-Oeste, onde foi preciso fazer até 3,5 aplicações de fungicida. Na média, foram feitas 2 aplicações no País.

Para evitar a propagação do fungo na safra 2006/07, Mato Grosso e Goiás editaram portarias obrigando os produtores com pivôs de irrigação a respeitar período de vazio sanitário entre a colheita de verão e o plantio de inverno. “A safrinha permite que o fungo continue no meio ambiente, sobrevivendo até o verão. Por isso, o vazio é necessário”, diz Decio Coutinho, presidente do Instituto de Defesa Agropecuária, ligado ao governo do Mato Grosso. “Escolhemos as áreas de pivôs porque é justamente nelas onde o fungo reaparece com mais força”.

O Estado cadastrou 289 pivôs, com área de 39,2 mil hectares, e obriga vazio de 90 dias para permitir o plantio. “Quem não respeitar está sujeito a multa e destruição da lavoura”, diz.

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