Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,37 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,41 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,61 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,13 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,97 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,75 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,65 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,85 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 183,01 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 201,42 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 207,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 223,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 174,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 202,23 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,81 / kg
Frango - Indicador SPR$ 6,87 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.251,47 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.107,94 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 227,54 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 196,95 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 182,23 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 198,59 / cx

22% da soja do MT são esmagados em Rondonópolis

Estado colheu 15,8 milhões/t. Do total, 3,5 milhões/t foram para Bunge e ADM.

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Redação (01/08/06)- Rondonópolis industrializa cerca de 22% de toda a soja produzida em Mato Grosso por meio das unidades fabris da Bunge Alimentos e da Archer Daniels Midland Company (ADM), empresas que comercializam o óleo das marcas Soya e Sadia, respectivamente. Este ano, os dois empreendimentos vão beneficiar cerca de 3,5 milhões de toneladas (t) do grão. De acordo com o último levantamento de safra, divulgado em julho pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na safra 05/06 os sojicultores do Estado colheram 15,87 milhões/t de soja.

O consultor econômico da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Carlos Vitor Timo, avalia que Rondonópolis (210 quilômetros ao Sul de Cuiabá) possui a maior capacidade instalada de beneficiamento de soja do Estado. Anualmente a Bunge industrializa cerca de 1,5 milhão/t da commodity, de onde são extraídos produtos como óleo vegetal e farelo.

A unidade da ADM, também localizada no município, processa 2 milhões/t da oleaginosa por ano. Para se ter dimensão do tamanho dos empreendimentos, se toda a soja colhida nos municípios da região Sul de Mato Grosso fosse destinada ao beneficiamento, o volume seria suficiente para abastecer somente uma das esmagadoras.

A porção Sul do Estado cultiva uma área de aproximadamente 500 mil hectares (ha) do grão, o que significa uma produção de cerca de 1,5 milhão/t da oleaginosa por safra. A produção do município de Rondonópolis é estimada em 200 mil/t, ou seja, 16,95% da demanda das duas indústrias.

De acordo com Timo, o beneficiamento de 100/t de soja em grão gera cerca de 80/t de farelo e 20/t de óleo vegetal.

O gerente de processos da Bunge em Rondonópolis, João Dal-Bó, destaca que quando a empresa iniciou o beneficiamento da oleaginosa na cidade a produção era de 1,5 mil/t de óleo por dia. Atualmente são fabricadas diariamente 5,5 mil/t. Naquela época o óleo de soja produzido na planta era refinado em outras unidades da empresa. Agora, a unidade tem capacidade de beneficiar 1,2 mil/t por dia, o que equivale a uma produção de 50 mil caixas de óleo de soja (cada uma com 20 unidades de 900 mililitros).

Segundo ele, o óleo vegetal produzido pela empresa é destinado principalmente ao mercado consumidor das regiões Centro-Oeste e Norte do país. Já o farelo de soja, outro produto industrializado na unidade de Rondonópolis, é comercializado tanto no mercado nacional como no exterior, principalmente nos países da Ásia e da Europa. Outros produtos como o ácido graxo destilado e o óleo refinado a granel, também processados na unidade, são destinados aos países da Europa, assim como para o Japão e a China.

Dal-Bó, considera que Rondonópolis é uma cidade bem localizada geograficamente, fator que atraiu a Bunge para o município. Rondonópolis fica próximo à região produtora [de grãos] e no entroncamento para São Paulo, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, facilitando o escoamento da produção, observa. Ele frisa que a empresa possui unidades de beneficiamento em outros seis estados brasileiros e ressalta que a Bunge chegou a Mato Grosso por meio de Rondonópolis, em 1980, com a aquisição do primeiro silo para armazenamento de cereais. O processo de industrialização do óleo de soja começou em 1991, também no município, lembra.

ADM

Seis anos após a Bunge, foi a vez da ADM se fixar em Rondonópolis. A empresa chegou ao Brasil por meio da compra de todo o parque industrial de soja da Sadia, o que incluía a fábrica localizada na cidade. Em função disso, o primeiro produto beneficiado na unidade da empresa foi o óleo que leva o nome da antiga proprietária da indústria. Depois disso, a multinacional passou a produzir também o farelo de soja e edificou uma fábrica de fertilizantes.

De acordo com a assessoria de imprensa da empresa, a unidade de óleo de Rondonópolis, tem capacidade para produzir 28 mil caixas do produto por dia. Cerca de 80% da produção é destinada ao abastecimento do mercado nacional. O restante é exportado.

A empresa comercializa ainda soja em grão e farelo de soja. A venda da mercadoria é dividida igualmente, sendo que metade fica no mercado nacional. Para a empresa uma das vantagens de estar inserida no município é a proximidade com a região produtora de soja. A multinacional também possui fábricas no Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Minas Gerais.

Juntas, as unidades de beneficiamento da ADM têm uma capacidade para processar 3,5 milhões/t de soja por ano. Apesar de não dispor dos dados da fábrica de Rondonópolis isoladamente, a empresa informa, por meio da assessoria de imprensa, que no ano passado exportou 1,03 milhão/t de farelo de soja e 295 mil/t de óleo de soja. Apesar de a fábrica já ter sido duplicada duas vezes nos últimos cinco anos a produção este ano não terá expansão, permanecendo nos mesmos patamares do ano passado, com 2 milhões/t de soja. 

Disponibilidade de energia atrai empreendimentos
A unificação das redes de alta tensão no município de Rondonópolis (210 quilômetros ao Sul de Cuiabá), que garante abundância em energia elétrica, é apontada pelo secretário de Desenvolvimento Econômico da cidade, Élio Rasia, como um dos principais atrativos às indústrias de transformação da soja. De acordo com informações contidas no Dossiê Rondonópolis 2005, a cidade possui uma demanda de 78 megawatts (MW) nas categorias residencial, comercial e industrial. Somente as unidades da Bunge Alimentos e da ADM consomem quase 30% do total, ou seja, 22 MW. Outras cidades como Guiratinga e Poxoréo também são abastecidas com a energia gerada em Rondonópolis.

A infra-estrutura do município também é um atrativo aos grandes empreendimentos. De acordo com Rasia, entre as cidades da Região Sul Rondonópolis é a que possui as melhores condições básicas, como água, esgoto e telefone, entre outros. Outro aspecto favorável é a localização: o município está situado no entroncamento entre a BR-163 e BR-364, o que facilita o escoamento da produção local para diversas regiões do país. A logística contribui ainda para a entrada de matéria-prima. A maior parte da produção de soja do Norte do Estado é escoada pela BR-364, passando por Rondonópolis, ressalta. 

CONTRAPARTIDA 

Para Rasia, a maior vantagem de o município concentrar grande parte do processo de industrialização de soja do Estado é a criação de postos de trabalho. Com uma população estimada em 180 mil habitantes, se a cidade não possuísse indústrias, onde essas pessoas iriam trabalhar?, indaga. Segundo ele, os empreendimentos de beneficiamento da oleaginosa também geram receita para o município. A Bunge e a ADM são as duas maiores arrecadadoras da cidade, frisa.

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