A ferrugem do milho ataca as lavouras do oeste do Paraná. A doença se espalhou rápido e em algumas propriedades afetou quase metade da produção.
Ferrugem do milho
Redação (21/05/07) – É a primeira vez que o agricultor Alexandre Macanhão vê ferrugem no milho. “A folha vai morrendo mesmo”. A doença atacou os 60 hectares que ele semeou no início do ano e estima uma perda de 40% na produção.
“Eu levei amostras para os agrônomos da cooperativa e eles falaram que era ferrugem. Daí não deu mais para tomar providências porque já era tarde demais”, conta o agricultor.
As manchas surgiram na parte debaixo da planta e em poucos dias atingiram o pé inteiro, prejudicando a formação do grão, que perdeu peso e qualidade. As espigas ficaram miúdas, bem menores do que o esperado.
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O problema atingiu também o vizinho Oscar Acácio, que também sofreu com a ferrugem na soja na safra passada. Já no milho, até hoje só havia combatido pragas, como lagartas, ou encarado a seca. Este ano estava otimista com a lavoura. “O tempo correu bem, não podemos reclamar do tempo, aí aparecem essas coisa que a gente nem sabe de onde vem e diminui a produção”, lamenta ele.
A ferrugem no milho é causada por um fungo. O tempo úmido e o calor favorecem o aparecimento da doença. O agricultor Gion Gobbi esperava colher 110 sacas por hectare. Agora prevê, no máximo, 80. A queda só não será maior porque ele aplicou fungicida na propriedade. “Em partes percebe-se que está dando resultado, mas entrou muito tarde. Teria de ter entrado preventivamente. Mas como não havia o conhecimento da doença, ou da agressividade dela, o pessoal da pesquisa pediu para que esperasse”, avalia ele.
O fungo é chamado de puccinia polysora e não é o mesmo que afeta a soja.
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