Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 65,43 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,75 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 154,29 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 9,97 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,90 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,82 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,77 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 143,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 152,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 159,48 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,32 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 145,00 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,39 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,41 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.570,32 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.465,74 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 157,24 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,70 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 140,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,91 / cx
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Futuro do plantio de milho no Paraná divide produtores

Apesar da intenção comum de incrementar a aposta no milho, cada produtor têm motivações distintas e traçam cenários também diferentes ao programar a safra.

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Redação (28/05/07) – Dilvo Grolli ocupou 30% de sua propriedade com o plantio de milho na última safra de verão, e pretende reservar 40% das terras para o grão na temporada 2007/08. Outro produtor, Décio Arnhold, decidiu ampliar o espaço dedicado à cultura de 40% para 50% de sua área. Atílio Maróstica vai na mesma direção, e o aumento previsto é de 25% para 30%.

Os três vivem no Paraná, maior produtor de milho do Brasil, e moram em cidades vizinhas no oeste do Estado. Mas, apesar da intenção comum de incrementar a aposta no milho, eles têm motivações distintas e traçam cenários também diferentes ao programar a safra. Um vê na "febre do etanol" uma ótima oportunidade para ganhar dinheiro. Outro se sente forçado a plantar mais para garantir ração em conta para os animais que cria. Para o terceiro, trata-se de uma questão de vocação.

Tendo em vista a notória desarticulação da cadeia do milho no país, o horizonte aberto pela valorização da commodity – com a maior demanda para a fabricação de etanol nos EUA as cotações internacionais subiram 80% no primeiro quadrimestre em relação ao mesmo período de 2006, enquanto no Paraná os preços estão 30% mais altos – pode, segundo especialistas, fortalecê-la e torná-la um produto regular de exportação. Nesse processo, que prevê maior integração entre produtores, cooperativas, agroindústrias e tradings, também a oferta doméstica poderia ser melhor programada e negociada, com o incremento de vendas antecipadas da produção e maior interesse em mercados futuros.

O Valor identificou esse otimismo em vários produtores paranaenses visitados na última semana. Mas também encontrou muitos que, vacinados contra o "agora vai!", estão desconfiados. Se para alguns o aumento de 33% da área destinada ao milho safrinha (cultivado no inverno) no Estado este ano indica que a aposta no grão tende a crescer, para outros significa o contrário. Para esse grupo, qualquer queda brusca de preços causada pelo aumento da oferta pode tirar o fortalecimento da cadeia dos trilhos, e assim os produtores continuariam a sobreviver de "soluços" muitas vezes ligados a valorizações ligadas ao clima.

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