Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,26 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 149,89 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 158,09 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,62 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,11 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,29 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,53 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,49 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,95 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.551,32 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.451,52 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Aquecimento global põe em risco produção de soja

O aumento da temperatura global poderá reduzir pelo menos 30% da safra soja, colocando em risco o agronegócio brasileiro.

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Redação (31/05/07) – Estimativas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Informática Agropecuária), de Campinas (SP) são de uma necessidade de investimento de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional em tecnologia para amenizar os possíveis impactos do aquecimento global.

As projeções do chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária, Eduardo Delgado Assad, foram feitas a partir do relatório do economista britânico Nicholas Stern. Segundo ele, a temperatura em 2015 aumentará um grau – suficiente para fazer um estrago no campo, principalmente nas lavouras de café cultivadas em regiões montanhosas.

O fenômeno provocará influências negativas na produtividade do café por conta do déficit hídrico nas plantações, tornando inviável a florada e reduzindo na área plantada da commodity. O Vietnã, maior produtor de café robusta, tende a ser o principal prejudicado pelo clima, já que detém a maior produtividade.

Segundo ele, se nada for feito no Brasil nos próximos oito anos, a atividade cafeeira perderia quase 50% da área plantada – hoje de 2,3 milhões de hectares – com o aumento de um grau na temperatura. O dirigente da estatal alerta que em 30 anos a temperatura deverá aumentar três graus, exterminando até 73% da área de café. "Todo o planejamento do café teria de ser refeito’’, alertou Assad no 2º Fórum&Coffee Dinner, em São Paulo, promovido pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). No caso da soja, o percentual passaria de 20% a 30% para 70% da área quando a temperatura subir cinco graus.

De acordo com Assad, o avanço tecnológico pode minimizar as alterações climáticas no campo. O pesquisador diz que o uso da biotecnologia ajudaria com a criação de variedades resistentes ao clima seco. Ele acrescenta também a necessidade de investimento em arborização para sombrear as lavouras. Conforme Assad, a arborização reduziria entre 20% e 30% a quantidade de energia solar incidente no café e viabilizaria a lavoura nos mesmos locais sem a necessidade de redução da área.

O vice-presidente da Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé), Carlos Augusto Rodrigues de Melo, disse que o aquecimento do clima é um novo desafio para cafeicultura. "Os novos plantios terão que ser adequados às condições climáticas’’, diz Melo.

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