Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,25 / kg
Soja - Indicador PR R$ 154,95 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 162,02 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,13 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,58 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,69 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,65 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,76 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,61 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.509,74 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.385,09 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 161,30 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 135,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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MT lidera, mas soja perde R$ 700 milhões

Com 70% da área agricultável coberta com soja, a commodity gerou mais de R$ 4,44 bilhões à economia mato-grossense.

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Redação (20/07/07) – Mato Grosso liderou a produção nacional de soja e algodão na safra 05/06. Mesmo contabilizando reduções 12,2% e 14,6%, respectivamente nestas culturas, o Estado assegurou a posição de segundo maior produtor de grãos nacional, com participação de 18,9%, sobre as 52,464 milhões de toneladas (t) colhidas no País. Na safra passada, foram cultivados 5,81 milhões de hectares (ha) e 15,594 milhões de toneladas (t).

Porém, a Pesquisa Agrícola Municipal – Cereais, Leguminosas e Oleaginosas (PAM-CLO), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mensurou também o tamanho da perda no valor da produção. Com uma defasagem média no país de 15% em relação à safra anterior (04/05), somente com a soja, Mato Grosso teria deixado de contabilizar cerca de R$ 700 milhões a mais. A perda teve como principais motivadores a desvalorização do dólar frente ao real e as más condições de logística para o escoamento da produção – principalmente do Centro-Oeste. “Esses foram os principais responsáveis pela evasão de renda registrada no ciclo passado”, observa o presidente da Associação dos Produtores de Soja do Estado de Mato Grosso (Aprosoja/MT), Rui Ottoni Prado.

No País, mais de R$ 7,3 bilhões deixaram de ser contabilizados em 2006, cifras que atingem a marca dos R$ 22 bilhões, se comparados aos preços de mercados adotados na safra 2004. Neste caso a perda do valor de produção ficaria em 35,4%.

Paraná com participação de 19,8% na produção nacional, retomou a liderança, após se recuperar da forte estiagem registrada na safra 04/05. Em 2005, o Estado havia ultrapassado o Paraná, vítima das estiagens.

Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul, com suas lavouras de soja e milho, contribuíram para que a produção nacional de 2006 fosse recorde, com 1,282 milhões/t a mais – 2,5%- do que em 2005 e 1% a mais do que a safra de 2003 (51.919.440 t), até então, a maior da história nacional, mesmo com a redução de 3,9% da área plantada no Brasil.

No ranking da produção brasileira, o destaque vai para o município de Sorriso (460 quilômetros ao médio norte de Cuiabá), que se consagra mais uma vez como o maior produtor brasileiro e mundial do grão, com 2,234 milhões/t e 712 mil hectares (ha) plantados, e responsável por 14,32% da oleaginosa estadual.

Dos dez maiores produtores do grão, sete estão em Mato Grosso: Sapezal, Sorriso, Campo Verde, Campo Novo dos Parecis, Nova Mutum, Diamantino e Lucas do Rio Verde.

A mais de 2,6 mil quilômetros do porto de Paranaguá (PR), o maior produtor mundial de oleaginosa, o município de Sorriso é – segundo os produtores locais – a cidade que mais sofre com peso da falta de logística e conseqüentemente com a pressão do dólar. Pelas estimativas da Aprosoja/MT, somente no município, cerca de R$ 200 milhões deixaram de ser contabilizados na safra 2006.

Na produção de milho, Mato Grosso também foi destaque na safra passada. Dos vinte maiores produtores nacionais, quinze estão no Estado – concentrados no médio norte e noroeste -, dos quais, sete ocupam as primeiras posições. O Estado totalizou 4,228 milhões/t, cultivadas em 1,079 mil/ha. Na comparação anual, a produção em 2006 no Estado cresceu 21,4% e a produção injetou na economia R$ 866,81 milhões.

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