Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,93 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,87 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,20 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,42 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,73 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 141,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 154,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,74 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.355,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 162,73 / cx
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Milho lidera perdas no mercado internacional em julho

As cotações do milho confirmaram as expectativas e registraram queda considerável em julho no mercado internacional.

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Redação (01/08/07) – Conforme cálculos do Valor Data baseados nos contratos futuros de segunda posição de entrega (normalmente os de maior liquidez) das oito principais commodities agrícolas negociadas nas bolsas de Chicago e Nova York, a retração em relação à média de junho alcançou 13,07%, a maior variação negativa em um mês em que, do universo pesquisado, apenas suco de laranja e café também caíram.

Segundo Leonardo Sologuren, analista da Céleres, o comportamento do mercado de milho em Chicago refletiu as últimas previsões do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para área plantada e produção no País nesta safra 2007/08, que está em desenvolvimento. Essas estimativas mais recentes, que sinalizaram uma colheita de 326,15 milhões de toneladas na temporada, 21,9% mais que em 2006/07, superaram as projeções dos especialistas e passaram a exercer pressão sobre as cotações, em parte também porque a demanda americana pelo grão para fabricação de etanol ainda não deslanchou.

Como boa parte do avanço do milho nos EUA se dá sobre áreas antes dedicadas à soja, para esta commodity o fato de as previsões do USDA terem causado surpresa entrou na equação dos preços como um fator altista. O USDA passou a considerar que a produção americana de soja chegará a 71,44 milhões de toneladas em 2007/08, 17,7% menos que no ciclo anterior, e o grão encerrou julho em Chicago com cotação média 3,44% superior a de junho. "Também foi um mês cercado pelo biodiesel. Tanto que, ainda que a média de julho tenha sido maior que a de junho, ao longo do mês de julho os preços do grão e do farelo caíram e os do óleo subiram", observou Renato Sayeg, da Tetras Corretora.

Como tradicionalmente em julho as atenções do mercado se voltam para a safra dos EUA, o clima nas regiões produtoras do Meio-Oeste do País foi fator constante de influência para a direção dos mercados de milho e soja. As oscilações e o nervosismo dos traders aumentaram no mês, mas de um modo geral, pelo menos até agora, não há influência climática relevante para o futuro das safras. De qualquer forma, alertam os analistas, o chamado "weather market" dará o tom em Chicago por pelo menos mais duas ou três semanas.

Dependendo da envergadura dos deslocamentos dos investidores nos mercados de milho e soja, o trigo também vai a reboque em Chicago, mas no momento os fundamentos para o cereal – quadro global de oferta e demanda apertado e forte demanda pelo produto americano – têm mais força e julho foi de valorização.

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