Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,93 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,87 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,20 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,42 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,73 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 141,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 154,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,74 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.355,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 162,73 / cx
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Preços dos grãos voltam aos níveis de julho

A forte valorização nos preços futuros do trigo ajudou a devolver as cotações da soja e do milho aos patamares verificados antes da crise imobiliária americana.

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Redação (11/09/07) – O contrato de segunda posição do trigo negociado na bolsa de Kansas, que em 13 de julho saía a US$ 6,09 por bushel, atingiu seu nível mais baixo em 17 de julho, chegando a US$ 6,01,50. Desde então, os preços subiram 37,8%. Ontem, o contrato para dezembro subiu 21,50 cents, para US$ 8,29. 

Na bolsa de Chicago, o contrato para dezembro registrou alta de 17,50 centavos de dólar ontem, para US$ 8,61 por bushel. "O trigo exerceu uma influência muito maior que a crise imobiliária nos preços dos grãos e é o que tem ajudado a sustentar o mercado", afirmou Flávia Moura, analista da Fimat Futures. Ela observou que o contrato para dezembro negociado em Chicago subiu 90% desde abril. A valorização deve-se sobretudo aos problemas climáticos que afetaram as safras dos EUA, Canadá, Europa – e mais recentemente, Argentina e Austrália e Rússia. 

O Rabobank Australia estima que a produção de trigo da Austrália (maior exportador global do cereal) pode ficar abaixo de 15 milhões de toneladas, se o clima continuar seco. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), em seu relatório de agosto, estimava a produção australiana em 23 milhões de toneladas. Analistas do setor estimam que o USDA reduzirá as projeções globais no relatório de setembro, que será divulgado amanhã. No relatório de agosto, o USDA estimou a produção global em 610,4 milhões de toneladas e a demanda de 602,51 milhões. 

Segundo Élcio Bento, analista da Safras&Mercado, além do clima seco na Austrália e na Argentina, ajuda a estimular altas notícias de que os governos da Rússia e do Cazaquistão reduzirão as exportações de trigo para conter a inflação em seus mercados domésticos. 

Conforme os analistas, a alta do trigo ajudou a soja a voltar aos patamares alcançados antes da crise imobiliária. Ontem, o contrato para novembro subiu 12,75 centavos de dólar, para US$ 9,18 por bushel – o maior valor alcançado desde o início da crise. No dia 13 de julho, o contrato de segunda posição fechou a US$ 9,2175. Em 16 de agosto, um dos dias mais críticos da crise nos EUA, o contrato atingiu sua pior cotação, de US$ 8,1450, valor 11,6% menor que em 13 de julho. 

"Os preços da soja caíram quase 100 pontos em Chicago e agora voltaram ao patamar pré-turbulência. Os fundos que investem em commodities agrícolas voltaram. O mercado praticamente voltou ao normal", afirmou Renato Sayeg, da Tetras Corretora. Conforme Sayeg, também contribuiu para a valorização da soja a recuperação nos preços do petróleo – que por sua vez também ajudou a dar suporte às cotações do óleo de soja, do etanol e do milho em Chicago. 

No caso do milho, o contrato de segunda posição, que era negociado a US$ 3,5475 por bushel em 13 de julho, atingiu o seu valor mais baixo no dia 26 do mesmo mês (US$ 3,33, queda de 6,1% desde o início da crise). Em 16 de agosto, registrou outro tombo, para US$ 3,39. Ontem, o contrato para dezembro recuou 1,50 centavo de dólar, para US$ 3,46. A queda, segundo os analistas, foi associada à expectativa de que o USDA elevará a projeção de safra americana, em função da boa produtividade. 

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