Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,58 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,42 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 128,31 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,43 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,53 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,86 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,82 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,01 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,43 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 172,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 191,47 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 192,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 164,20 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 188,97 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,27 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,30 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.286,52 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.156,90 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 200,92 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 172,37 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 163,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 182,06 / cx

Faesc aponta para milho escasso e caro em 2008

A escassez está sendo acentuada pela quebra da safra européia em cerca de 10 milhões de toneladas.

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Redação (19/11/2007)- Um dos principais insumos de várias cadeias produtivas, o milho vai escassear, encarecer e inviabilizar muitas atividades do agronegócio brasileiro em 2008, segundo previsões do vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), Enori Barbieri.
    
Santa Catarina, tradicional importador de milho, terá um déficit de 1,5 milhão a 2 milhões de toneladas no próximo ano. A Faesc prevê uma produção na safra 2007/2008 de 3,5 milhões a 3,7 milhões de toneladas, com redução de 2% a 3% da área plantada, e uma produtividade média baixa de 60 sacos por hectare.
Para cobrir esse déficit, o Estado fará importações do Paraguai, do Paraná e do centro oeste, especialmente Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.
    
Barbieri mostra que a repercussão desse quadro no preço do grão será imediata: o preço do milho será balizado pelo mercado norte-americano e não deve baixar de R$ 22 reais a 23 reais a saca o que representa uma alta de 44% considerando-se que, em 2007, o preço médio foi de R$ 16,00.
    
A escassez está sendo acentuada pela quebra da safra européia em cerca de 10 milhões de toneladas (o continente colherá somente 5 milhões das 15 milhões e
toneladas previstas) e do processamento de 50 milhões de toneladas de milho para produção do etanol nos Estados Unidos.
    
A destinação do milho para fins energéticos criou um novo parâmetro de valoração. Como o milho e a soja viraram produtos possíveis de transformar em
etanol e biodíesel, o preço agora acompanha o petróleo que está em alta no mercado internacional.

A crise do petróleo também está provocando inflação mundial no segmento alimentício pois induz a transformação de produtos destinados a alimentação em energia. Por outro lado, a crise imobiliária americana tem levado investidores mundiais a  abandonar bens imóveis e investir na bolsa de produtos agrícolas, aquecendo ainda mais o mercado de commoditties. 
    
No plano interno, Barbieri expõe que a Faesc prevê um cenário de extrema dificuldade para produtores independentes de suínos em 2008 que ficarão
restritos ao mercado doméstico e terão altos custos de produção, enquanto as agroindústrias ampliarão sua participação no mercado externo, que remunera
melhor.
    
O milho deve continuar escasso no mercado internacional porque, em 2008, os Estados Unidos processarão 80 milhões de toneladas de milho para etanol e a
tendência é, até 2015, processar 200 milhões. Em 2007 a produção norte-americana foi de 284 milhões de toneladas e, para 2008, a previsão é colher 338 milhões de toneladas de milho, dos quais 50 milhões serão exportados. Enquanto isso, o Brasil  colherá 50 milhões de toneladas em 2008.
    
Enori Barbieri mostra que a opção americana pelo etanol não pode ser condenada porque não provocará falta do vegetal no planeta. Explica que do milho extraí-se o etanol, que é combustível, e a glicerina que atualmente é descartada. Entretanto, nova tecnologia em fase final de desenvolvimento vai transformar a glicerina em produto de alto valor protéico que será utilizado na alimentação animal em substituição ao milho.

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