Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,27 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 146,69 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 152,41 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,48 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,02 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 129,09 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 131,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 141,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 143,17 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 121,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,27 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.560,32 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.473,40 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,33 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,21 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
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Soja é a cultura mais sensível ao efeito estufa

Simulações mostram que as regiões ao sul do País e as localizadas nos cerrados nordestinos serão, no futuro, fortemente atingidas.

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Redação (12/08/2008)- A cultura mais sensível ao aquecimento global é a soja, que tem na Bahia o principal produtor do Nordeste (2,295 milhões de toneladas na safra 2006/07). O grão rendeu R$ 18,4 bilhões em 2006 em todo o Brasil. Segundo a pesquisa, “as simulações mostram que as regiões ao sul do País e as localizadas nos cerrados nordestinos serão fortemente atingidas. No pior cenário as perdas podem chegar a 40% em 2070, em decorrência do aumento da deficiência hídrica e do possível impacto dos veranicos mais intensos”.

Traduzindo em cifrões, as perdas na soja no Brasil podem variar já em 2020, de R$ 3,9 bi a R$ 4,3 bi, em função da redução de até 23,59% de sua área de plantio ocasionado pelo aumento do calor. Em 2070, as projeções indicam prejuízo de até R$ 7,6 bilhões/ano, com redução de 41% da área de plantio. Isso reduziria a área potencial atual de 2,79 milhões de quilômetros quadrados para 1,63 milhão em 2070.

O café vem em seguida com uma redução de área de plantio no País de 33% no cenário mais pessimista, em 2070, com prejuízos estimados de R$ 3 bilhões. A Bahia é o 3° produtor nacional de café. A terceira lavoura mais prejudicada será a do milho (Bahia é 7° produtor), com prejuízo de R$ 1,7 bilhão em 2070 e redução em 17% da área no Brasil.

O algodão (Bahia é 2° produtor nacional) vem em seguida, com déficit de R$ 456 milhões e área reduzida em 16,12%. Já o arroz registrará R$ 600 milhões de perdas, com um enxugamento de 14,19% da área. O feijão (Bahia, 3° produtor nacional) terá perdas de R$ 473 milhões com redução de 13,3% da sua área atual. A lavoura de girassol não teve perdas econômicas avaliadas – o cálculo de redução da área atual é de 18,17%.

As duas lavouras beneficiadas com o aquecimento global, serão a cana-de-açúcar e a mandioca. “A cana gosta de calor”, indica um trecho do relatório, lembrando que luz solar aliada à umidade pode dobrar as áreas propicias ao seu cultivo no Brasil.

Estima-se que a cana (rendeu R$ 17 bi em 2006 no Brasil) chegue anualmente a R$ 20 bilhões em 2070, no pior cenário climático, o A2, com um aumento de 118, 18% da área. A mandioca (Bahia, 2° produtor nacional) também se adapta bem ao calor. O estudo prevê ganho de R$ 929 milhões no Brasil em 2070. A área atual deve aumentar 21,26%. As mudanças climáticas provocarão um redesenho do zoneamento de culturas, e o Nordeste será o mais afetado.

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