Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 65,59 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 152,47 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 158,28 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,23 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,90 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,82 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 6,01 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,91 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 129,72 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 130,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 139,79 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 121,27 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,71 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,24 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,26 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.578,12 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.493,38 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 127,79 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 133,72 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 148,67 / cx
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Oferta de carnes será maior que a demanda

Para 2008, é esperado um crescimento de 2,53% no consumo doméstico e de 12% do volume disponível para exportação, segundo o Cepea.

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Redação (28/11/2008)- Previsões do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que a produção de carne bovina no Brasil crescerá em um ritmo superior à demanda nacional pelo produto nos próximos anos. A oferta nacional irá ultrapassar 14 milhões de toneladas em 2018, uma vez e meia a mais do que a produção estimada para este ano, de 9,5 milhões de toneladas. Já o consumo ficará entre 7 milhões e 9 milhões de toneladas, números que deixam claro a tendência de aumento do excedente para exportação.

Para chegar a essa estimativa, o Cepea levou em consideração uma taxa anual de crescimento da oferta de carne de 4,98%, número definido a partir dos últimos dez anos e considerado factível para a situação da atividade no cenário nacional e mundial, diz o relatório do Cepea. Já para o consumo, a entidade leva em consideração um crescimento de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, número com base em estimativas do mercado.

Para 2008, é esperado um crescimento de 2,53% no consumo doméstico e de 12% do volume disponível para exportação, segundo projeções do Cepea. Para o ano que vem, se mantidos o crescimento da produção em 5%, do consumo interno de 2,5% e do PIB brasileira em 3,5%, o total para exportação chegará a 2,9 milhões, volume 11,5% maior que o estimado para 2008. Logo, é premente a necessidade de novos mercados compradores e a intensificação das compras dos atuais clientes da carne brasileira, desafio agravado pela crise instalada, diz o Cepea.

Segundo o pesquisador Sérgio De Zen, responsável pelos levantamentos na área de pecuária de corte, o comportamento do setor nos próximos anos dependem de uma combinação de fatores relacionados ao mercado interno e à exportação. Ele comenta que o crescimento da brasileira economia abaixo de 4% terá como reflexo uma retração no consumo. O consumo de carne bovina está muito atrelado à renda e, consequentemente, ao PIB. Uma tentativa de evitar a diminuição do consumo de carne é a redução dos preços, o que, de fato, pode acabar ocorrendo pelo aumento estimado da oferta aos brasileiros, diz ele.

De Zen considera importante a atuação do governo, garantindo linhas de financiamento à exportação de médio e longo prazos, a fim de que o Brasil possa consolidar suas posição no mercado internacional e não abrir espaços para a retomada de outros países como Estados Unidos e eventualmente a Austrália. Ele ressaltou a importância da atuação da diplomacia brasileira para garantir o acesso ao mercado russo, que necessita da carne brasileira para controlar a pressão inflacionária. O Cepea destaca outros mercados como China, Japão e os países emergentes, que tendem a aumentar a procura pela carne brasileira, uma vez que o produto tem valores relativamente baixos em comparação a outros fornecedores. (Previsões do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que a produção de carne bovina no Brasil crescerá em um ritmo superior à demanda nacional pelo produto nos próximos anos. A oferta nacional irá ultrapassar 14 milhões de toneladas em 2018, uma vez e meia a mais do que a produção estimada para este ano, de 9,5 milhões de toneladas. Já o consumo ficará entre 7 milhões e 9 milhões de toneladas, números que deixam claro a tendência de aumento do excedente para exportação.

Para chegar a essa estimativa, o Cepea levou em consideração uma taxa anual de crescimento da oferta de carne de 4,98%, número definido a partir dos últimos dez anos e considerado factível para a situação da atividade no cenário nacional e mundial, diz o relatório do Cepea. Já para o consumo, a entidade leva em consideração um crescimento de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, número com base em estimativas do mercado.

Para 2008, é esperado um crescimento de 2,53% no consumo doméstico e de 12% do volume disponível para exportação, segundo projeções do Cepea. Para o ano que vem, se mantidos o crescimento da produção em 5%, do consumo interno de 2,5% e do PIB brasileira em 3,5%, o total para exportação chegará a 2,9 milhões, volume 11,5% maior que o estimado para 2008. Logo, é premente a necessidade de novos mercados compradores e a intensificação das compras dos atuais clientes da carne brasileira, desafio agravado pela crise instalada, diz o Cepea.

Segundo o pesquisador Sérgio De Zen, responsável pelos levantamentos na área de pecuária de corte, o comportamento do setor nos próximos anos dependem de uma combinação de fatores relacionados ao mercado interno e à exportação. Ele comenta que o crescimento da brasileira economia abaixo de 4% terá como reflexo uma retração no consumo. O consumo de carne bovina está muito atrelado à renda e, consequentemente, ao PIB. Uma tentativa de evitar a diminuição do consumo de carne é a redução dos preços, o que, de fato, pode acabar ocorrendo pelo aumento estimado da oferta aos brasileiros, diz ele.

De Zen considera importante a atuação do governo, garantindo linhas de financiamento à exportação de médio e longo prazos, a fim de que o Brasil possa consolidar suas posição no mercado internacional e não abrir espaços para a retomada de outros países como Estados Unidos e eventualmente a Austrália. Ele ressaltou a importância da atuação da diplomacia brasileira para garantir o acesso ao mercado russo, que necessita da carne brasileira para controlar a pressão inflacionária. O Cepea destaca outros mercados como China, Japão e os países emergentes, que tendem a aumentar a procura pela carne brasileira, uma vez que o produto tem valores relativamente baixos em comparação a outros fornecedores.

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