Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,74 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,50 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,93 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 8,05 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,20 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,46 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,63 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,85 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,33 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 143,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 123,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,35 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.535,23 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.419,47 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 153,67 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 129,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Economia do Nordeste e Centro-Norte tem nova composição

O milho alcançou 4,5 milhões de toneladas, ou 7,7% da produção brasileira, e está entre os dez produtos que mais valem no balanço em real.

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Redação (24/03/2009) – A expansão da soja e do milho re-estruturou a economia da Região Nordeste, de acordo com levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A produção de grãos, mais concentrada nos estados da Bahia, Maranhão e Piauí, dobrou em uma década, chegando a 12,5 milhões de toneladas na última safra, com a média de 2,5 mil quilos por hectare. O volume contempla a produção de nove estados.

Com 4,8 milhões de toneladas (7,8% da produção nacional na última safra), a soja assumiu a liderança do Valor Bruto da Produção agrícola nordestina, ultrapassando a marca de R$ 2 bilhões, à frente de culturas tradicionais que faziam frente neste ranking, como banana, mandioca e cana-de-açúcar.

O milho alcançou 4,5 milhões de toneladas, ou 7,7% da produção brasileira, segundo a CNA, e também está entre os dez produtos que mais valem no balanço em real. A Bahia é o estado nordestino que mais produz esses dois grãos, com 57% e 43%, respectivamente.

Com o avanço na produção de grãos, o peso dos produtos agropecuários na balança comercial se acentuou. Enquanto em âmbito nacional as exportações do setor representaram 36,4% do total embarcado, no Nordeste esse índice chegou a 38,2% em 2007, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Foi o agronegócio que impediu déficit na balança comercial nordestina nos últimos anos. Se dependesse apenas dos demais setores, a região teria registrado saldos negativos desde 2006. O superávit do agronegócio chegou ao pico de US$ 4 bilhões em 2007, equilibrando importação e exportação.

A importância do agronegócio se manifesta também internamente: perto de 8% do PIB nordestino vêm da agropecuária. O Nordeste é a região mais pobre do país, o que faz com que a cadeia do agronegócio ganhe crescente importância.

Um exemplo do papel social da produção de grãos é a geração de empregos em regiões carentes. “Quem tem um pouco de conhecimento sobre a atividade agrícola e a operação de máquinas é contratado na hora por aqui”, afirma Manoel Henrique Pereira Júnior, de Anapurus (MA). “Falta gente capacitada para administrar as fazendas”, relata Wilson Marcolin, de Uruçuí (PI).

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