Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,74 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,50 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,93 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 8,05 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,20 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,46 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,63 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,85 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,33 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 143,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 123,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,35 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.535,23 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.419,47 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 153,67 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 129,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Produtores de soja não-transgênica recebem prêmio de R$ 2,30 por saca

A soja transgênica foi utilizada para exportação em territórios europeus e asiáticos.

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Redação (6/4/2009) – As grandes cooperativas paranaenses estão pagando prêmio de até R$ 2,30 por saca de soja convencional de 60 quilos para atender clientes, principalmente europeus e asiáticos, que não aceitam soja geneticamente modificada.

A publicação informa que a maior cooperativa do País, a Coamo, de Campo Mourão, no Noroeste do Paraná, está pagando R$ 2,00 a mais por saca de soja convencional na atual safra, segundo revela seu presidente, José Aroldo Galassini. No ano passado, das 2,4 milhões de toneladas que a cooperativa movimentou, 900 mil toneladas foram do produto livre de transgenia.

A matéria do jornal paulista prossegue: "Nós temos de atender clientes europeus que usam soja para alimentação e não querem o produto modificado. Este prêmio é formado por estes contratos que exigem a soja convencional. Do total, 40% ficam com a cooperativa e 60% vão para o produtor", conta Galassini. "Fazemos isso há vários anos, mas antes o prêmio era menor, variava de R$ 1,00 a R$ 1,40", acrescenta. Segundo ele, o sobre preço é formado nos contratos e a cooperativa fica com uma parte "pelos investimentos que faz para segregar o produto, principalmente em novos armazéns".

Da mesma forma que a Coamo, a Cocamar e a Integrada, além de outras grandes cooperativas como a C.Vale, a Copacol e a Cocari também fazem a segregação dos grãos para atender clientes específicos.

Segundo Silvio Krinski, da gerência técnica da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), a soja convencional se transformou num nicho, mas ele é muito importante neste momento do mercado. "O que está ocorrendo é que a soja transgênica está perdendo seu grande atrativo que é o menor custo de produção. Com o prêmio que está sendo pago e a elevação que houve no preço do glifosato os custos praticamente empataram", conta ele. Depois, há regiões no Paraná como no Centro-Sul do estado onde as variedades transgênicas são bem menos produtivas que a convencional.

E finaliza: "Todo esse quadro está fazendo com que no Paraná o produto transgênico não deslanche e, inclusive, perca espaço. Segundo levantamento da Associação Paranaense de Sementes e Mudas (Apasem), para a safra 2008/09, já houve menor demanda por soja transgênica. De um total de 4,07 milhões de sacas de sementes disponíveis no mercado, 56% eram de semente convencional e 44% de transgênica [contra os 48% de semente convencional e 52% de transgênica na safra anterior]."

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