Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 65,43 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,75 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 154,29 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 9,97 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,90 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,82 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,77 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 143,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 152,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 159,48 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,32 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 145,00 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,39 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,41 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.570,32 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.465,74 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 157,24 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,70 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 140,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,91 / cx
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Milho em baixa no Paraná

Produtores do cereal, no PR, ainda enfrentam problemas com preço baixo. O preço atual na região de Londrina é de R$ 15,30 por saca.

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O Paraná é o maior produtor de milho do Brasil. Além da alta produtividade, está mais próximo dos centros consumidores o que facilita a comercialização. Mesmo assim, a situação do produtor nesta safra preocupa.

O preço atual na região de Londrina é de R$ 15,30 por saca, valor que fica abaixo do mínimo estabelecido pelo governo que é de R$ 16,50. Enquanto isso, na bolsa de Chicago os preços sobem. A valorização na safra americana deste ano, em relação ao período anterior, foi de 72% em dólares. O bushel, que antes era comercializado por menos de US$ 3, agora fica em torno de US$ 4,30.

O problema é que o real valorizado impede que o Brasil possa aumentar as exportações de milho e o agricultor continua com preços baixos no mercado interno. Na opinião do produtor Edison Ponti, o importante é ter o controle sobre o custo de produção. A partir disso, outra saída é travar o preço na bolsa, com as ferramentas de mercado futuro.

“Vamos supor que a soja em março não tenha atingido o custo de produção dele. E o milho esteja com o preço bom ele então planta mais milho, ou planta somente milho. Ou o inverso, planta somente soja porque ao fazer isso ele vai proporcionar também ao mercado, à medida que o mercado começa a sentir que o produtor vai produzir menos, aumenta o preço ou diminuiu o preço. Então, de maneira dupla ele se defende”, diz Ponti.

Em mais uma etapa do programa BM&F Bovespa Vai ao Campo, foram reunidos os produtores do norte do Paraná. Muitos ainda não utilizam o mercado futuro, mas a expectativa melhorou depois que a bolsa lançou novos contratos para o milho. A modalidade agora permite a liquidação financeira dos contratos, sem obrigação de entrega física. Os diretores da bolsa lembraram ainda que outra vantagem é escapar da tributação interestadual, um dos problemas na comercialização do milho. Para o presidente do Sindicato Rural de Cornélio Procópio, muitos produtores ainda têm preconceito com a operação em bolsa, situação que pode mudar.

“Quando se fala em bolsa, imediatamente se pensa em especulação e o produtor tem essa imagem também de que participar da bolsa de valores é participar de uma especulação, de um jogo, quando na realidade não é isso. Ele tem condições de travar sua produção, de vender suas commodities antecipadamente num pico, numa hora para outra de preço, sem fazer nenhuma especulação”, conclui o presidente do Sindicato Rural de Cornélio Procópio, Floriano José Leite Ribeiro.

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