Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,27 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 146,69 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 152,41 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,48 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,02 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 129,09 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 131,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 141,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 143,17 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 121,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,27 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.560,32 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.473,40 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,33 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,21 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
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Colheita de soja

Com safra antecipada, Brasil colhe em 2 meses 35% de sua soja, segundo levantamento da Agência Rural.

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Colheita de soja

Levantamento da Agência Rural aponta que, após um plantio antecipado e bastante concentrado de soja em 2009/10, o Brasil colherá em janeiro e fevereiro aproximadamente 35 por cento de sua produção, estimada pela consultoria em um recorde de 65,2 milhões de toneladas.

Isso significa que, no primeiro bimestre, o Brasil colherá 22,7 milhões de toneladas da oleaginosa, contra apenas 13,3 milhões de toneladas da colheita feita nos dois primeiros meses da safra passada, volume equivalente a 23 por cento da produção brasileira naquela safra.

Com as chuvas antecipadas no fim do ano passado, mais produtores puderam plantar antes suas lavouras em 09/10. Além disso, o uso de variedades com ciclo mais curto tem aumentado, permitindo que mais sojicultores colham antes, segundo a consultoria.

“Ano a ano, o período médio de uma lavoura vem diminuindo, a gente vem encurtando o ciclo da soja pelo trabalho genético”, declarou Eduardo Godoi, analista da Agência Rural.

Em março, o analista estima que o volume colhido será ainda maior, com a expectativa de colheita de 30,7 milhões de toneladas em um único mês, quando os trabalhos atingem o ápice nos Estados do Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás e Bahia.

A colheita começou com força no Brasil este ano em Mato Grosso, o maior produtor nacional, que foi origem da maior parte dos quase 4 milhões de toneladas colhidas em janeiro.

Somando janeiro, fevereiro e março, a Agência Rural estima que o Brasil terá colhido 53,4 milhões de toneladas, um volume próximo da produção da Argentina, o terceiro produtor mundial, atrás de Brasil e EUA.

Consequências

Uma oferta tão grande de soja em poucos meses tem gerado uma pressão adicional nos preços, que tradicionalmente caem com a colheita, e também terá implicações no escoamento e na logística da safra.

“Essa enxurrada de soja logo no primeiro bimestre tende a acelerar as exportações da oleaginosa nos portos brasileiros. Os embarques, que costumam pegar fogo a partir de abril, devem ter volumes expressivos em fevereiro e março, inclusive com possibilidade de recordes”, destacou a consultoria.

O Brasil é o segundo exportador mundial de soja, cujo complexo, incluindo farelo e óleo, lidera a pauta de exportações do agronegócio do país.

“A colheita que era feita de abril e maio vai migrar para março”, acrescentou Godoi.

Assim, o volume colhido em abril e maio vai cair drasticamente em relação aos últimos anos, para 11,7 milhões de toneladas, segundo estimativa da Agência Rural.

Em meio a uma safra que se desenvolve bem até o momento, o que indica um recorde de produção, a consultoria também espera um escoamento mais rápido nesta temporada, o que pode gerar problemas logísticos e alta do custo do frete, em um país com armazenagem ainda deficitária.

Segundo avaliação do analista, a “safra cheia” no Sul do Brasil deverá encarecer o transporte da soja do Cerrado, “ao impedir que caminhoneiros sulistas subam para socorrer as transportadoras do Centro-Oeste”.

“Já se fala em aumento de 20 por cento nos preços do frete…”, segundo o consultor.

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