A Argentina vive dependência perigosa de soja, ao contrário de EUA e Brasil, que, apesar de avanços na área da oleaginosa, não abandonam o milho.
Argentina eleva dependência da soja
Na safra passada, os argentinos semearam 19 milhões de hectares de soja, para apenas 2,6 milhões de área destinada ao milho.
Ou seja, para cada hectare de milho semeado, outros 7,3 foram destinados à soja. Essa relação é bem diferente nos EUA. Para cada hectare de terra destinado ao milho, os norte-americanos plantam 0,88 hectare de soja.
O Brasil, com a vantagem do plantio de milho safrinha, está no meio do caminho. Para cada hectare de milho, semeia 1,8 hectare de soja.
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Essa forte dependência da soja dos argentinos, incentivada pela própria política de tributos do governo, reflete muito na renda do produtor quando ocorrem quedas de produção, como em 2009.
Além disso, um cenário de recuperação de estoques e de preços menos atrativos, como o que ocorre nesta safra com a soja, pode colocar em risco a liquidez e a capacidade de investimentos no setor.
O comportamento dos argentinos pode mudar um pouco na próxima safra, no entanto, e essa dependência diminuir, na avaliação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.
O USDA prevê 18 milhões de hectares de soja para a safra 2010/11, ou 1 milhão a menos do que a deste ano.
Mesmo com essa redução estimada pelo USDA, a opção pela soja ainda é muito grande, uma vez que no início dos anos 2000 os argentinos semeavam apenas 10,7 milhões de hectares de soja.
























