Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,27 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 146,69 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 152,41 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,48 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,02 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 129,09 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 131,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 141,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 143,17 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 121,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,27 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.560,32 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.473,40 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,33 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,21 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
Destaque Todas Páginas
Comentário

Desprezou o milho e acabou comendo o farelo! – por Ariovaldo Zani

Zani comenta preços do milho, etanol e volatilidade de mercado neste artigo. Acesse e leia.

Compartilhar essa notícia
Desprezou o milho e acabou comendo o farelo! – por Ariovaldo Zani

A FAO tem demonstrado otimismo e projetado incremento na relação entre estoque e demanda global dos cereais em geral nessa temporada 2012/2013, ou seja, 22.1% quando comparado à relação de 21.7% apurada no período 2011/2012, embora o mesmo raciocínio aplicado ao milho reserve cautela, porque a projeção da relação estoque x uso decresce de 15% para 14.2%.

Diante de perspectivas mais pessimistas da produção agrícola para a safra 2012/2013 é possível que os preços globais dos alimentos atinjam níveis mais altos e se aproximem perigosamente daqueles observados em 2008 e 2011.

A desvalorização do dólar americano, o aumento dos preços do petróleo, aliado às condições climáticas adversas – frio extremo na Europa e secas na América do Sul e sudoeste dos Estados Unidos – e a forte demanda da Ásia – especula-se que a China tenha importado 1,5 milhão de toneladas de milho americano somente no primeiro trimestre – contribuíram preponderantemente na alta de 8% verificada nos últimos quatro meses nos preços globais dos alimentos que se situam apenas 6% abaixo do pico histórico verificado em Fevereiro do ano passado, de acordo com relatório do Banco Mundial publicado recentemente.

Nos Estados Unidos, por exemplo, a necessária substituição do combustível fóssil por fontes energéticas mais limpas encontrou no milho o insumo de produção de etanol, cujo preço do grão triplicou desde 2002 e  o biocombustível consumiu 40% da safra colhida no ano passado.

É flagrante observar, portanto, que a intensidade daquela iniciativa impactou positivamente a mobilidade e a qualidade do ar, todavia o efeito indireto pressionou a cadeia de produção, prejudicou sobremaneira os produtores de aves e suínos e fez aumentar o preço dos alimentos com comprometimento do acesso deles pelos consumidores.

Graças a Deus o Brasil não carece do biocombustível de milho que supriu a demanda de 40 milhões de toneladas da indústria de alimentação animal e que projeta consumo de mais de 60 milhões até 2020.

Esse nosso país tropical abençoado por Deus conta com a cana-de-açúcar que coleciona diversas vantagens sobre o milho na produção de etanol, ou seja o dobro da produção em litros por hectare, balanço de energia positivo, redução de 61% na emissão de CO2 quando comparado à gasolina, além de não exigir qualquer subvenção governamental.

Tomando o exemplo americano percebemos que a volatilidade dos preços é conseqüência da busca inexorável pelas extravagâncias do conforto, mas também pode resultar da enganosa sedução da vida ecologicamente correta.

A hipótese utópica de uma economia abusivamente “verde” não se sustenta em balanço financeiro “vermelho”, nem sobretudo enche a barriga do consumidor “empalidecido” pela fome.

Gandhi já alertava: “Se queremos progredir, não devemos repetir a história, mas fazer uma história nova”.

Ariovaldo Zani é vice-presidente executivo do Sindirações

Assuntos Relacionados milho
Mais lidas

Relacionados

Suinocultura Industrial 332
SI – edição 331
AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344